Especialistas

Cinco motivos para uma empresa de TI participar de um Hackathon

Marcus Rossetti é CEO da Blocks e membro do Conselho Editorial da Channel 360º

Hackathons são uma febre, crescendo e se popularizando na esteira da onda da Inovação Corporativa. Em grandes centros, como São Paulo ou Rio de Janeiro, dificilmente uma semana se passa sem que uma empresa renomada realize algum deles, mas inúmeras cidades de médio porte espalhadas pelo país também têm promovido Hackathons nos mais diversos formatos, provando que essas dinâmicas deixaram de ser uma atividade restrita ao nicho das Stratups e conquistaram corações e mentes dos executivos das grandes empresas.

O que muitos não se deram conta é que, deixando de lado suas origens técnicas onde Hackathons significavam um monte de programadores ao redor de uma mesa comendo pizzas e escrevendo código, os Hackathons atuais são principalmente desafios de negócios. Áreas como RH, Marketing, Logística, Finanças e até o Jurídico começaram a aderir ao conceito mais amplo de Open Innovation, e perceberam que trazer parceiros para ajudar a pensar soluções para seus dilemas poderia render excelentes frutos.

Mas por que uma empresa de TI deveria participar de um Hackathon de negócios? Afinal, empresas de Tecnologia não entendem de negócios, e quando todas as dinâmicas forem concluídas essas áreas de negócios serão obrigadas a chamar as suas áreas de Tecnologia para implantar alguma solução, e nesse ponto nós seremos chamados para mostrar nossos produtos como sempre aconteceu, certo? Errado. O mercado mudou, seus clientes mudaram, e as áreas de negócios ganharam enorme autonomia no desenho e escolha de soluções, especialmente as mais inovadoras.

Aqui vão quatro bons motivos para uma empresa estabelecida de TI participar, mesmo que esporadicamente, de Hackathons:

Uma forma de testar e ampliar conhecimentos de processos de negócio

Não existe melhor forma de mergulhar na realidade e nos processos de negócios do que um Hackathon, a necessidade de se preparar para entender e analisar os desafios que serão expostos obriga os participantes a sair da análise superficial e se aprofundar nos “comos” e “porquês”, um aprendizado que costuma render frutos positivos por muito tempo depois da dinâmica.

Um ambiente para debater problemas em seus estágios iniciais

Quando somos chamados pela área de TI para apresentarmos uma “solução” para um projeto de negócios, estamos na realidade sendo chamados para apresentarmos produtos e serviços para uma solução que já foi concebida muito antes da nossa chegada, para um problema de negócio que talvez nem cheguemos a conhecer por inteiro. Hackathons são a oportunidade de conhecermos de perto os problemas reais de negócios que originam boa parte dos nossos projetos, e isso é um aprendizado essencial.

Uma oportunidade de exercitar a análise de cenários e o desenho colaborativo de soluções

Prospecção, vendas, pré-vendas, proposta e delivery, essa é a linha de produção compartimentada que sustenta as empresas de TI, e ao mesmo tempo é o que nos afasta das necessidades reais dos clientes e nos impede de pensar fora da caixa. Um time tradicional que participa de um Hackathon é diversificado e não hierárquico, profissionais de vendas, de pré-vendas e de projetos precisam, por algumas horas, deixar seus processos de lado e focarem juntos e em tempo real no problema do cliente. O sucesso num Hackathon depende de agilidade, trabalho colaborativo, criatividade e extremo foco no problema a ser resolvido, e as equipes que participam dessas dinâmicas lavam esse aprendizado consigo.

Uma maneira de exercitar o processo de Inovação

Inovação não é uma tecnologia nova, inovação é uma forma de pensar, uma postura, uma atitude, e incorporar essa cultura aos processos corporativos é um imenso desafio. Nesse sentido, Hackathons são uma “sacudida” periódica na mesmice e na acomodação que lentamente enferrujam as empresas.

 

 

Jobs, Vagas do mercado

Matera abre cerca de 40 vagas para a área de tecnologia

• Desenvolvimento

• Suporte

• Infraestrutura

• Implantação

• Consultores de negócios

• Marketing

A Matera, empresa de tecnologia para os mercados financeiro, varejista e de gestão de riscos, está com processo seletivo aberto para mais de 40 vagas para os escritórios de São Paulo (SP), Campinas (SP), Maringá (PR) e Porto Alegre (RS).

O regime de contratação é CLT e a empresa oferece pacotes de benefícios flexíveis que podem incluir: convênio médico, convênio odontológico, previdência privada, auxílio creche, ticket refeição, ticket alimentação, vale-transporte, entre outros.

Para obter mais informações sobre as oportunidades, assim como se candidatar, acesse: http://www.matera.com/career.
Inovação

Com design thinking, Serasa Experian cria produto para Blockchain

Método para desenvolver produtos ou solucionar desafios em no máximo cinco dias deu start na primeira solução da companhia com tecnologia Blockchain

Desde o início deste ano, a Serasa Experian implantou um novo modelo de negócios baseado em sessão de design thinking. Batizado de “Inception”, o método consiste em criar um novo produto ou encontrar soluções para os desafios de clientes em até 5 dias. Para isso, são formadas equipes multidisciplinares, com envolvimento do cliente direto, que ficam imersas para identificar a problemática, levantar hipóteses, criar um protótipo e fazer a entrega final dentro do prazo.

Nasceu de uma Inception o primeiro produto
da Serasa Experian com tecnologia Blockchain

“Este novo método garante mais agilidade e inovação, permitindo, por exemplo, identificar rapidamente a satisfação do cliente antes de investir tempo e dinheiro na criação de um produto que, no modelo tradicional, pode levar cerca de um mês para um resultado similar”, diz o diretor de Tecnologia da Informação da Serasa Experian, Fábio Felizatti.

Nasceu de uma Inception o primeiro produto da Serasa Experian com tecnologia Blockchain. A solução, que está em fase piloto com três grandes empresas do segmento de saúde, é pioneira no registro do prontuário eletrônico de pacientes em blockchain e garante segurança e transparência para todos os envolvidos.

“A metodologia adotada pela equipe de tecnologia foi essencial para ganharmos celeridade na concepção e ida a mercado deste produto que utiliza uma rede distribuída para registrar e validar as operações em cada fase do processo, além de identificar de forma segura os envolvidos. Nosso objetivo é reduzir os riscos e custos da operação em uma parceria que funcionou muito bem entre nossos clientes, a área técnica e a de negócios”, afirma o gerente sênior de Identidade Digital da Serasa Experian, Murilo Couto.

Inovação

Para Intel, em 50 anos carros autônomos serão comuns

Estudo Passenger Economy publicado pela Intel em 2017 aponta que os veículos autônomos terão potencial para salvar 585.000 vidas entre 2035 e 2045

Novo estudo da Intel revela que, apesar dos receios e inseguranças, consumidores não veem a hora de ter um carro autônomo. A pesquisa realizada com consumidores norte-americanos revela que apenas 21% dos entrevistados trocariam seus carros por um modelo autônomo hoje, apesar de 63% deles acreditarem que esse tipo de veículo será padrão daqui a 50 anos. Essa já foi uma visão de futuro compartilhada pela Intel anteriormente em que a empresa prevê um mercado de US$ 7 trilhões até 2015.

O Departamento de Transportes dos Estados Unidos acredita que os veículos autônomos possam reduzir as mortes no trânsito em 94% ao eliminar os acidentes por falha humana

“Ainda precisamos preencher a lacuna entre a aceitação atual pelas pessoas dos recursos de condução automatizada e a autonomia total. Atualmente, os passageiros precisam confiar cegamente nos critérios de segurança dos fabricantes. É importante que haja uma união entre a indústria e os decisores políticos em prol de um modelo de segurança transparente, que reforce a confiança entre homem e máquina”, afirma Jack Weast, engenheiro sênior da Intel e vice-presidente da AV Standards na Mobileye.

O estudo Passenger Economy publicado pela Intel em 2017 aponta que os veículos autônomos terão potencial para salvar 585.000 vidas entre 2035 e 2045. Mas o novo estudo mostra que os consumidores ainda têm sentimentos conflitantes em relação a essa promessa. Quase metade dos consumidores entrevistados (43%) não se sente segura em relação aos veículos autônomos (AV) – sendo que as mulheres têm mais receios do que os homens. Ao mesmo tempo, mais da metade dos consumidores não vê a hora de não precisar mais dirigir e espera daqui a 50 anos poder usar o tempo gasto dentro do carro com entretenimento ou trabalho.

Quando perguntadas sobre o que esperam fazer dentro de um veículo autônomo dentro de 50 anos, as pessoas mostram empolgação por uma gama de atividades de trabalho, descanso e diversão:

  • Entretenimento (58%)
  • Socialização (57%)
  • Trabalho (56%)
  • Reuniões (33%)
  • Cuidar da aparência (26%)
  • Atividade física (14%)

O Departamento de Transportes dos Estados Unidos acredita que os veículos autônomos possam reduzir as mortes no trânsito em 94% ao eliminar os acidentes por falha humana. A Intel está empenhada em tornar essa premissa realidade. Para ter sucesso, a empresa acredita ser necessário ligar os pontos entre as tecnologias de assistência à condução automatizada de hoje e a autonomia total do futuro. A Intel acredita em uma abordagem de duas vias:

 

  1. Ampliar disponibilidade, informações e aceitação dos sistemas avançados de assistência ao condutor (ADAS). Sem os aprendizados obtidos de usuários de ADAS em escala, é impossível esperar que as pessoas simplesmente saltem no abismo tecnológico e aceitem a autonomia total.

 

  1. Criar um padrão de segurança universalmente aceitável e compreensível. Como ponto de partida, a Intel oferece seu modelo de Segurança Sensível à Responsabilidade. O padrão proposto traduz o que significa ser um condutor seguro para uma equação matemática totalmente transparente e explicável. A Intel está convidando outros participantes do setor a se alinharem a esse tipo de padrão. O recém-anunciado Instituto de Mobilidade Avançada no Arizona tem como objetivo resolver as implicações de responsabilidade, regulamentação e segurança de veículos automatizados e trabalhará para desenvolver padrões e melhores práticas a serem seguidos pela indústria.
Negócios

Ascenty anuncia a construção do maior data center da América Latina

Novo data center, localizado na cidade de Vinhedo, está sendo construído em uma área com mais de 105 mil metros quadrados

A Ascenty, empresa do mercado de data centers com foco na América Latina, anuncia a construção de seu décimo quarto data center no município de Vinhedo, no interior de São Paulo, que será o maior da América Latina. A primeira fase do projeto conta com um aporte de R$ 500 milhões e deve estar concluída até o último trimestre de 2019.

Objetivo é atender a alta demanda das empresas por infraestrutura de qualidade

O data center de Vinhedo integra os planos de expansão da Ascenty no Brasil, programados no início deste ano. “Estamos muito orgulhosos em anunciar a construção desse mega data center”, comenta Marcos Siqueira, diretor de serviços da Ascenty. “Além de mostrar a expansão acelerada da empresa, esse novo data center representará um marco para o País, pois apresenta a maior capacidade de energia elétrica da América Latina”, ressalta Marcos.

Com o objetivo de atender a alta demanda das empresas por infraestrutura de qualidade, a Ascenty tem realizado expressivos investimentos na construção de novos data centers no Brasil e, como próximos passos, a empresa planeja a expansão de sua atuação na América Latina.

Especialistas

Open Banking: um caminho sem volta

Por Carlos Augusto Oliveira – CIO Banco Original

É inegável a transformação que o uso da tecnologia trouxe – e continua trazendo – à medida que novos avanços são implementados para todos os segmentos. Com o setor financeiro não podia ser diferente, basta pensar em como era um banco há 10 ou 15 anos. Qual era o consumo de cheques? E a oferta de serviços de Mobile Bank ? Junto com esse novo consumidor surgiu a necessidade de criar novos serviços e alternativas de uso. Uma pesquisa global recente elaborada pela consultoria EY aponta que a implementação de serviços digitais já é uma prioridade, em 2018, para 85% das 221 instituições financeiras entrevistadas. O estudo mostrou ainda que 70% delas planejam investir em tecnologia para fortalecer seu posicionamento competitivo e ganhar mercado.

E para isso acontecer, é preciso evoluir na forma como os bancos encaram a tecnologia e os dados dos clientes. Um exemplo é a adoção do Open Banking, plataforma que permite a integração de aplicativos com os serviços por meio da abertura de interfaces de programação de aplicativos.

As APIs, como são conhecidas, é um elemento chave da transformação digital dos bancos, uma vez que essa é uma forma de permitir que os desenvolvedores de outras empresas de tecnologia criem diversas aplicações e inovações, focadas nas experiências e na forma como os clientes interagem com banco. Elas permitem, portanto, que empresas e desenvolvedores conectem os seus sistemas aos do banco, compartilhem dados e realizem transações de forma automatizada.

Ao expor dados em uma camada de integração, o Banco também pode se integrar a novas cadeias de serviços, viabilizando o transito de informações através de outras plataformas de serviço. Ou seja, o correntista pode acessar suas informações bancárias por aplicativos de outras empresas e não somente pelo banco. Onde ele estiver e assim preferir acessar.

O Open Banking simplifica as integrações das aplicações na nuvem, no mobile e ainda possibilita a redução dos custos operacionais tanto para o banco quanto para seus parceiros. Ao facilitar a criação de novas aplicações por terceiros, o banco melhora a experiência dos clientes e amplia as possibilidades de receita sem ter que arcar com todos os custos de desenvolver esses novos serviços. É uma situação “ganha, ganha”.

As barreiras a serem superadas estão se tornando cada vez menores. Questões como segurança, que sempre foi um dos principais desafios quando o assunto é abrir os dados, é uma delas. Outro ponto importante é a regulamentação. Na Europa, por exemplo, entrou em vigor este ano a PSD2 (ou payment services revised directive). Agora, todas as organizações reguladas pelo Banco Central Europeu terão que disponibilizar APIs abertas, ou seja, adotar a plataforma do Open Banking, viabilizando a interoperabilidade com outras industrias, como comercio eletrônico e diversas Fintechs, ampliando a possibilidade de acesso e oferta de serviços inovadores aos seus clientes. Vários países estão no mesmo caminho, estudando e legislando sobre este assunto. No Brasil, apesar de ainda não termos regulamentação específica e a maioria dos bancos atuar de forma conservadora, algumas instituições estão alinhados com esta tendência, e, já oferecem APIs abertas, possuindo casos concretos de bom uso da ferramenta.

Porém antes de abrir os dados é preciso estruturar a segurança, a governança corporativa, mudar processos e até estruturas organizacionais. Existem riscos novos e desafios neste processo irreversível. Mas talvez o maior entrave ainda esteja na cultura. Trata-se, portanto, como toda inovação de uma real ameaça ou uma grande oportunidade, mas certamente tremenda mudança de como o Mercado Financeiro vinha operando e protegendo os dados dos clientes como ativo exclusivo da instituição.

Uma coisa é fato: o avanço é implacável, independentemente do nível de maturidade digital e do grau de abertura. E quem não aderir, ou demorar muito para entrar nesse barco, poderá perder clientes e espaço para os concorrentes não tradicionais. Talvez muito antes e mais rápido do que hoje podemos imaginar…

Negócios

Gartner: 10 principais tendências tecnológicas estratégicas para 2019

Tendência tecnológica estratégica é aquela com um potencial disruptivo substancial que ultrapasse o estado emergente para promover impacto e uso mais amplo

O Gartner divulgou as principais tendências tecnológicas estratégicas que organizações precisam explorar em 2019. Analistas apresentaram suas descobertas durante o Gartner Symposium/ITxpo 2018, que acontece em São Paulo até quinta-feira desta semana.

Inteligência Artificial (IA) na forma de objetos automatizados e inteligência de realidade aumentada está sendo usada juntamente com IoT (Internet das Coisas), computação Edge e Digital Twins para entregar espaços inteligentes e altamente integrados

O Gartner define como uma tendência tecnológica estratégica aquela com um potencial disruptivo substancial que ultrapasse o estado emergente para promover impacto e uso mais amplo, ou que sejam tendências que estão crescendo rapidamente com um elevado grau de volatilidade, atingindo pontos de inflexão nos próximos cinco anos.

“Intelligent Digital Mesh (Malha Digital Inteligente) tem sido um tema consistente nos últimos dois anos e continua como um dos principais condutores até 2019. As tendências sob cada um desses temas são o ingrediente fundamental na condução de um processo de inovação contínuo como parte de uma estratégia ContinuousNEXT”, diz David Cearley, Vice-Presidente do Gartner.

“Por exemplo, Inteligência Artificial (IA) na forma de objetos automatizados e inteligência de realidade aumentada está sendo usada juntamente com IoT (Internet das Coisas), computação Edge e Digital Twins para entregar espaços inteligentes e altamente integrados. Esse efeito combinado de múltiplas tendências convergindo para produzir novas oportunidades e gerar novas rupturas é uma marca registrada do relatório Gartner Top 10 Strategic Technology Trends for 2019.”

Segundo o Gartner, as 10 tendências de tecnologia estratégicas para 2019 são:

Objetos autônomos – Objetos autônomos, como robôs, drones e veículos autônomos, utilizam Inteligência Artificial para automatizar funções antes exercidas por humanos. Sua automação vai além da oferecida por modelos rígidos de programação e explora IA para entregar comportamentos avançados capazes de interagir mais naturalmente com seu entorno e com pessoas.

“À medida que objetos autônomos se proliferam, esperamos uma mudança de coisas inteligentes autônomas para um enxame de coisas inteligentes colaborativas, com múltiplos dispositivos trabalhando juntos, independentemente das pessoas ou da contribuição humana”, diz Cearley. “Por exemplo, se um drone examinasse um grande campo e descobrisse que o local estava pronto para a colheita, ele poderia enviar uma ‘colheitadeira autônoma’. Ou no mercado de entregas, a solução mais eficaz seria usar um veículo autônomo para mover pacotes para a área de destino. Robôs e drones a bordo do veículo poderiam garantir a entrega do pacote ao destino final”.

Augmented Analytics (Analytics Aumentado) – Augmented Analytics foca em uma área específica de inteligência aumentada, utilizando o Aprendizado de Máquina (ML) para transformar o modo como o conteúdo de Analytics é desenvolvido, consumido e compartilhado. Os recursos de Augmented Analytics vão avançar rapidamente para a adoção principal, como um recurso fundamental da preparação de dados, gerenciamento de dados, Analytics modernos, gerenciamento de processos de negócios, processos de extração e plataformas de Data Science. Insights automatizados de Augmented Analytics serão também incorporados a aplicativos corporativos – por exemplo, os departamentos de RH, finanças, vendas, marketing, atendimento a consumidores, área de compras e departamentos de gerenciamento de ativos – para otimizar as decisões e ações de todos os colaboradores dentro de seus contextos, não apenas Analytics e Data Science. Augmented Analytics automatizam os processos de preparação de dados, de geração e visualização de insights, eliminando a necessidade de cientistas de dados em muitas situações.

“Isso irá conduzir para o Citizen Data Science, um conjunto emergente de recursos e práticas que permite a usuários, com tarefas fora do campo das estatísticas e análises, extrair insights preditivos e prescritivos dos dados”, afirma Cearley. “Até 2020, o número de Citizen Data Scientists irá crescer cinco vezes mais rápido que o número de cientistas especializados em dados. Organizações podem usar Citizen Data Scientists para preencher a lacuna de conhecimento em ciência de dados e no aprendizado de máquina, causada pela escassez e pelo alto custo de cientistas de dados”.

Desenvolvimento orientado por Inteligência Artificial – O mercado está mudando rapidamente de uma abordagem na qual os cientistas de dados precisam se associar com desenvolvedores de aplicativos para criar soluções aprimoradas por Inteligência Artificial para um modelo no qual desenvolvedores podem criar  sozinhos utilizando padrões pré-definidos entregues como um serviço. Isso proporciona aos desenvolvedores um ecossistema de algoritmos e de modelos de Inteligência Artificial, bem como ferramentas de desenvolvimento adaptadas para integrar recursos de Inteligência Artificial a uma solução. Outro nível de oportunidade para o desenvolvimento de aplicativos profissionais surge à medida que a Inteligência Artificial é aplicada ao próprio processo de desenvolvimento para automatizar diversas funções de Data Science, desenvolvimento de aplicativos e funções de teste. Em 2022, pelo menos 40% dos novos projetos de desenvolvimento de aplicativos terão co-desenvolvedores de Inteligência Artificial em suas equipes.

“Finalmente, ambientes de desenvolvimento altamente avançados e baseados em Inteligência Artificial que automatizam aspectos funcionais e não funcionais de aplicativos darão origem a uma nova era do ‘Citizen Application Developer’ na qual profissionais não especializados serão capazes de usar ferramentas orientadas por inteligência artificial para gerar novas soluções automaticamente. Ferramentas que permitem a geração de aplicativos sem codificação (por não-profissionais) não são novidade, mas esperamos que sistemas com inteligência artificial ofereçam um novo nível de flexibilidade”, explica Cearley.

Digital Twins – Um Digital Twin (Gêmeo Digital) refere-se à representação digital de uma entidade ou sistema do mundo real. Até 2020, o Gartner estima que haverá mais de 20 bilhões de sensores e endpoints conectados e os Digital Twins existirão potencialmente para bilhões de coisas. As organizações irão implementar Digital Twins facilmente no início. Ao longo do tempo, irão evoluir suas capacidades de coletar e visualizar os dados corretos, aplicando Analytics e regras corretas, respondendo efetivamente aos objetivos dos negócios.

“Um aspecto da evolução do Digital Twin que vai além de IoT (Internet das Coisas) será empresas implementando Digital Twin de suas próprias organizações (DTOs). Um DTO é um modelo de software dinâmico que se baseia em dados operacionais ou outros para entender como uma organização operacionaliza seu modelo de negócios, conecta com seu estado atual, implementa recursos e responde a mudanças para entregar o valor esperado pelos consumidores”, afirma Cearley. “Os DTOs ajudam a impulsionar a eficiência dos negócios, assim como criar processos mais flexíveis, dinâmicos e responsivos que podem reagir a mudanças de condições automaticamente”.

Empowered Edge – Edge refere-se a dispositivos endpoints usados por pessoas ou incorporados ao mundo ao nosso redor. Edge Computing descreve uma topologia de computação na qual o processamento de informações e a coleta e entrega de conteúdos são colocados mais próximos desses endpoints. Tenta manter o tráfego e o processamento local, com o objetivo de reduzir tráfego e latência.

No curto prazo, Edge está sendo impulsionado pela Internet das Coisas com a necessidade de manter o processamento perto do final e não em um servidor de Nuvem centralizado. No entanto, em vez de criar uma nova arquitetura, a computação em Nuvem e Edge Computing evoluirão como modelos complementares, com serviços Cloud sendo gerenciados como um serviço centralizado, executando não apenas em servidores centralizados, mas em servidores on-premises e nos próprios dispositivos Edge.

Nos próximos cinco anos, chips especializados com Inteligência Artificial, juntamente com maior poder de processamento, armazenamento e outras funcionalidades avançadas, serão adicionados a uma gama mais ampla de dispositivos Edge.  A extrema heterogeneidade desse mundo IoT integrado e o longo ciclo de vida de ativos, como sistemas industriais, criarão mudanças significativas no gerenciamento. No longo prazo, à medida que o 5G amadurece, a expansão do ambiente de Edge Computing terá uma comunicação mais robusta de volta aos serviços centralizados. O 5G proporciona baixa latência, maior banda larga e (muito importante para Edge) um dramático crescimento no número de nós (Edge Endoints) por quilômetro quadrado.

Experiência Imersiva – Plataformas de conversação estão mudando a maneira pela qual pessoas interagem com o mundo digital. Realidade Virtual (VR), Realidade Aumentada (AR) e Realidade Mista (MR) estão mudando a forma com a qual pessoas percebem o ambiente digital. Essa mudança combinada nos modelos de percepção e de interação leva à experiência imersiva do usuário no futuro.

“Ao longo do tempo, passaremos do pensamento de dispositivos individuais e tecnologias de interface do usuário fragmentada (UI) para uma experiência multicanal e multimodal. A experiência multimodal conectará pessoas com o mundo digital por meio de centenas de dispositivos Edge que os cercam, incluindo dispositivos de computação tradicionais, wearables, automóveis, sensores de ambiente e aparelhos de consumo”, explica Cearley. “A experiência multicanal utilizará todos os sentidos humanos, bem como sentidos de computação avançada (como calor, umidade e radar) em todos esses dispositivos multimodais.

Esse ambiente múltiplo criará uma atmosfera de experiências nas quais os espaços que nos cercam definem ‘o computador’ em vez dos dispositivos individuais. Com efeito, o ambiente é o computador”.

Blockchain – Blockchain, um tipo de ledger distribuído, promete remodelar as indústrias por permitir confiança, fornecendo transparência e reduzindo conflitos entre os ecossistemas de negócios, potencialmente diminuindo custos e o tempo das transações, além de melhorar o fluxo de caixa. Atualmente, a confiança é depositada nos bancos, câmaras, governos e muitas outras instituições como autoridades centrais, com ‘a única versão da verdade’ mantida de forma segura em suas bases de dados.

O modelo centralizado de confiança adiciona atrasos e conflito de custos (comissões, taxas e valor temporal do dinheiro) para as transações. A tecnologia Blockchain proporciona um modelo de confiança alternativo e elimina a necessidade de autoridades na arbitragem das transações.

“As atuais tecnologias e conceitos de Blockchain são imaturos, mal compreendidos e não comprovados em operações de negócios de missão crítica. Isto é particularmente verdade com os elementos complexos que suportam os cenários mais sofisticados”, afirma Cearley. “Apesar dos desafios, o significativo potencial para disrupção sugere que CIOs (Chief Information Officers) e líderes de TI deveriam começar a avaliar Blockchain, mesmo que não adotem massivamente essas tecnologias nos próximos anos”, diz o analista.

Muitas iniciativas de Blockchain não implementam todos os atributos da tecnologia – por exemplo, uma base de dados altamente distribuída. Essas soluções inspiradas em Blockchain estão posicionadas como meios para atingir eficiência operacional automatizando processos de negócios ou digitalizando registros. Elas têm o potencial para aprimorar o compartilhamento de informações entre entidades conhecidas, assim como melhorar as oportunidades para rastrear ativos físicos e digitais. No entanto, essas abordagens perdem o valor disruptivo do Blockchain e podem aumentar bloqueio do fornecedor. As organizações que escolherem essa opção deveriam entender as limitações para estarem preparadas para se moverem para soluções completas de Blockchain ao longo do tempo e para que os mesmos resultados possam ser obtidos com o uso mais eficiente de tecnologias non-Blockchain existentes.

Espaços inteligentes – Um espaço inteligente é um ambiente físico ou digital no qual humanos e sistemas interagem em ecossistemas cada vez mais abertos, conectados, coordenados e inteligentes. Elementos múltiplos – incluindo pessoas, processos, serviços e coisas – acontecem juntos em um espaço inteligente, criando uma experiência mais imersiva, interativa e automatizada para um conjunto definido de pessoas e cenários da indústria.

“Essa tendência vem aglutinando há algum tempo em torno de elementos como cidades inteligentes, ambientes de trabalho digitais, casas inteligentes e fábricas conectadas. Nós acreditamos que o mercado está entrando em um período de entrega acelerada de espaços inteligentes, robustos e com a tecnologia se tornando uma parte integral de nossas vidas cotidianas, seja para funcionários, clientes, membros da comunidade ou cidadãos”, diz Cearley.

Ética digital e privacidade – A ética digital e a privacidade são uma preocupação crescente para indivíduos, organizações e governos. As pessoas estão cada vez mais preocupadas sobre como suas informações pessoais estão sendo usadas por organizações dos setores púbico e privado, e as reações vão crescer em relação a organizações que não estejam proativamente endereçando essas preocupações.

“Qualquer discussão sobre privacidade precisa ser fundamentada no tópico mais amplo de ética digital e na confiança dos consumidores e colaboradores. Embora privacidade e segurança são componentes fundamentais, a construção da confiança é, na verdade, mais do que apenas esses componentes”, destaca Cearley. “Confiança é a aceitação da verdade de uma declaração sem evidência ou sem investigação. Em última análise, a posição de uma organização sobre privacidade deve ser conduzida por sua posição mais ampla sobre ética e confiança. Mudar da privacidade para ética altera o discurso ‘estamos em conformidade para ‘estamos fazendo a coisa certa’”.

Computação Quântica – A computação quântica (QC) é um tipo de computação não-clássica que opera no estado quântico de partículas subatômicas (exemplo: elétrons e íons) que representam informações como elementos denotados como bits quânticos (qubits). A execução paralela e a escalabilidade exponencial de computadores quânticos significam que eles se sobressaem com problemas muito complexos para uma abordagem tradicional, ou onde os algoritmos tradicionais demorariam muito tempo para encontrar uma solução. Indústrias como a automotiva, financeira, de seguros, farmacêutica e militar, além de organizações de pesquisas, têm mais a ganhar com os avanços da Computação Quântica. Na indústria farmacêutica, por exemplo, Computação Quântica poderia ser usada para modelar interações moleculares em níveis atômicos, para acelerar tempo de lançamento no mercado de novos medicamentos para o tratamento de câncer ou acelerar e prever com mais precisão a interação de proteínas que levam a novas metodologias farmacêuticas.

“CIOs e líderes de TI deveriam começar a planejar Computação Quântica, aumentando o entendimento e como isso pode ser aplicado para os problemas dos negócios do mundo real. Deveriam aprender enquanto a tecnologia ainda está em estado emergente, assim como identificar problemas do mundo real para os quais Computação Quântica tem potencial de resolução, considerando o possível impacto na segurança”, explica Cearley. “Mas não acredite no hype de que isso irá revolucionar coisas nos próximos anos. A maioria das organizações deveria aprender e monitorar Computação Quântica até 2022 e, talvez, explorá-la a partir de 2023 ou 2025”.