Inovação

Uruguai implementa embarque biométrico em aeroporto internacional

Estima-se que por minuto poderão embarcar entre 13 e 14 passageiros, o dobro do realizado em uma remessa manual

 

Em conjunto, o Aeroporto Internacional de Carrasco e autoridades governamentais do Uruguai, implantaram esse mês o embarque biométrico em Montevidéu. Posicionando o país como pioneiro na América do Sul na aplicação do sistema, o vizinho moderniza sua estrutura e permite aos visitantes um processo de embarque mais seguro e eficaz.

 Para realizar o embarque por meio dessa tecnologia avançada,
a LATAM designou uma equipe especialmente dedicada ao processo

A biometria é uma tecnologia de identificação baseada no reconhecimento de uma característica física e intransferível das pessoas, como a impressão digital, a leitura do padrão venoso do reconhecimento facial ou do dedo. É aplicado em muitos processos devido a duas razões fundamentais: segurança e conforto.

Estima-se que por minuto poderão embarcar entre 13 e 14 passageiros, o dobro do realizado em uma remessa manual. O reconhecimento facial de procedimentos migratórios em aeroportos tem sido usado desde o início de 2016, sendo os EUA o primeiro país a usá-lo.

A Latam Airlines tornou-se o primeiro grupo de companhias aéreas a utilizar este sistema no aeroporto de Carrasco. Para realizar o embarque por meio dessa tecnologia avançada, a LATAM designou uma equipe especialmente dedicada ao processo, que desde o início deste ano trabalhou no desenvolvimento da adaptação dos sistemas Vision Box e SITA para poder utilizá-lo.

O controle biométrico é a forma mais segura de realizar os controles do Ministério do Interior quando os procedimentos de imigração: o passageiro apresenta o documento electrónico (passaporte ou bilhete de identidade), o sistema lê informações, consulte listas negras e tomar foto que vem no chip.

Em seguida, o usuário seleciona o voo e um sistema biométrico de detecção de rosto verifica se é a mesma pessoa na foto do documento. Ao chegar no embarque, o sistema confirma com a biometria se é o mesmo usuário que passou pelos Jogos sem a necessidade de apresentar documentos.

Inovação

Xangai terá fábrica de robótica mais avançada do mundo

Planta da ABB combinará tecnologias digitais conectadas, robótica colaborativa de última geração e pesquisa de ponta em inteligência artificial

A ABB anunciou um grande investimento de US$ 150 milhões em Xangai, na China, para construir a fábrica de robótica mais avançada, automatizada e flexível do mundo – um centro de ponta onde robôs fabricam robôs. O novo centro de fabricação Kangqiao, próximo ao amplo campus de robótica da China, combinará as tecnologias digitais conectadas da empresa, incluindo as soluções do ABB Ability™, robótica colaborativa de última geração e pesquisa inovadora de inteligência artificial para criar a “fábrica do futuro” mais sofisticada e ecologicamente sustentável. Espera-se que comece a operar até o final de 2020.

Amplo centro de pesquisa e desenvolvimento no local acelerará
as inovações digitais e os avanços em inteligência artificial

O anúncio é um marco significativo para a ABB como fabricante número 1 de robótica na China, além de um investimento de crescimento global representativo para a empresa no maior mercado de robótica do mundo. Em 2017, um em cada três robôs vendidos no mundo foi para a China, que comprou quase 138 mil unidades. Nos dias atuais, a ABB emprega aproximadamente 5 mil pessoas em Xangai. O ramo de robótica da empresa na China emprega mais de 2 mil engenheiros, especialistas em tecnologia e líderes operacionais em 20 localidades em todo o país. A ABB investiu mais de 2,4 bilhões de dólares na China desde 1992, com mais de 18 mil funcionários no total.

A ABB e o governo municipal de Xangai também assinaram um acordo abrangente de colaboração estratégica com foco no apoio à indústria, energia, transporte e infraestrutura na região, e para apoiar a iniciativa de manufatura “Made in Shanghai”. O acordo foi assinado pelo prefeito de Xangai, Ying Yong, e pelo CEO da companhia, Ulrich Spiesshofer.

“O compromisso da China em transformar sua produção é uma lanterna para o resto do mundo”, disse Spiesshofer. “A adoção estratégica das tecnologias mais recentes de inteligência artificial, robótica avançada e computação em nuvem apresenta um guia para todos os países que desejam ter uma base de produção mundialmente competitiva. Xangai se tornou um centro vital para a liderança em tecnologia avançada – para a ABB e o mundo. Estamos ansiosos para trabalhar com o prefeito de Xangai, Ying Yong, outros líderes comunitários e nossos clientes ao lançar essa grande expansão da presença substancial da ABB na China, e aproveitar nossa jornada para nos tornarmos o principal fabricante de robôs na China, que teve início em Xangai, há duas décadas”.

A nova fábrica de Xangai contará com várias soluções de aprendizado de máquina, digitais e colaborativas para torná-la a fábrica mais avançada, automatizada e flexível da indústria de robótica. Um centro de pesquisa e desenvolvimento no local ajudará a acelerar inovações em inteligência artificial. Com o uso de uma nova abordagem de design global anunciada pela ABB no início deste ano, a fábrica poderá aumentar drasticamente tanto a amplitude (tipo de robô) quanto a profundidade (variantes de cada tipo) de robôs que podem ser fabricados no local, permitindo maior e mais rápida personalização para atender às necessidades dos clientes.

A ABB também poderá combinar esse extenso portfólio de robótica para um número quase ilimitado de soluções personalizadas. “O conceito por trás dessa fábrica é o mesmo conselho que damos aos nossos clientes todos os dias: investir em soluções de automação que proporcionam flexibilidade e agilidade para crescer em qualquer direção que o mercado siga”, disse Sami Atiya, presidente da divisão de Robotics & Motion. “A ABB se orgulha de ajudar os clientes na China e em todo o mundo com soluções que tiram proveito das tecnologias mais recentes para enfrentar os desafios de customização em massa, ciclos mais rápidos e constantes mudanças que se tornaram o novo padrão – até mesmo em nossas próprias fábricas”.

Toda a fábrica de Xangai será modelada como um gêmeo digital, que fornecerá painéis intuitivamente adaptados para gerentes, engenheiros, operadores e especialistas em manutenção, de modo que eles tomem as melhores decisões. Isso inclui a coleta e análise de informações por meio do Connected Services, do ABB Ability™, quanto a integridade e o desempenho de robôs na fábrica, para garantir a antecipação de possíveis anomalias. Além de evitar o dispendioso tempo de inatividade, o ABB Ability™ oferece soluções digitais avançadas que podem melhorar o desempenho, confiabilidade e uso de energia, além de fornecer acesso às melhores plataformas do mundo, como a nuvem empresarial Microsoft Azure, o primeiro serviço de nuvem pública internacional usado na China.

Design inovador 

A nova fábrica terá uma planta baixa inovadora e flexível, baseada em ilhas interligadas de automação, em vez de linhas de montagem fixas. As soluções de automação logística da ABB serão usadas em toda a fábrica, incluindo veículos operados automaticamente, que podem acompanhar robôs de forma autônoma enquanto se movem pela produção, fornecendo a eles peças de estações localizadas. Isso permitirá a produção se adaptar e dimensionar de maneira eficiente às mudanças no mercado de robôs da China, sem a necessidade de expansões de capacidade adicionais.

Per Vegard Nerseth, diretor administrativo de negócios de robótica da ABB, disse: “Há uma grande mudança em relação a olhar para o tamanho da fábrica e os investimentos em CAPEX, como forma de atender à demanda futura. O conceito por trás da nossa nova fábrica é fazer uso mais inteligente e flexível de cada metro disponível na produção. É proveniente da combinação de soluções ágeis de automação com as excelentes competências do nosso pessoal”.

Para ajudar na mudança para a customização em massa na fabricação e garantir os mais altos níveis de produtividade e flexibilidade, a nova fábrica de Xangai fará amplo uso do software SafeMove2 da ABB, que permite que pessoas e robôs trabalhem com segurança, próximos uns dos outros. Além disso, os robôs YuMi da ABB permitirão uma colaboração próxima em muitas das tarefas de montagem de peças pequenas, necessárias para fabricar um robô da companhia.

A ABB foi uma das primeiras empresas no mercado de robótica da China e o primeiro fornecedor global de robôs do país a ter uma cadeia de valor local completa, incluindo pesquisa e desenvolvimento, fabricação, integração de sistemas e serviços. Pela estreita colaboração com o cliente, a empresa ajudou a introduzir muitos “primeiros” na produção local, incluindo: as primeiras prensas automotivas da China; linhas de soldagem e pintura; primeira linha de montagem para telefones celulares; e a primeira linha de prensas automatizada para produtos da linha branca.

“2018 celebra o 40º aniversário da política de reforma e abertura da China”, disse Dr. Chunyuan Gu, presidente da ABB na China e presidente da região da AMEA. “A ABB chegou cedo à China, e agora temos uma cadeia de valor totalmente localizada, apoiada pelo notável desenvolvimento econômico e social da China. Como líder de mercado na indústria de robótica na China, temos a satisfação de tirar partido desse êxito e dar continuidade ao nosso ritmo de investimento”.

A nova fábrica de Xangai – com um abrangente centro de pesquisa e desenvolvimento no local – se tornará parte essencial do sistema mundial de fornecimento de robôs da ABB em conjunto com a fábrica recém-atualizada da empresa, em Västerås, na Suécia, e da fábrica em Auburn Hills, Michigan, onde a companhia continua sendo a única empresa global fornecedora de robôs, com produção nos EUA.

Inovação

C&A promove coleção de Verão com Realidade Aumentada

Com a tecnologia, basta apontar a câmera para a comunicação da coleção disponível nas vitrines das lojas e araras de produtos, para que os vídeos rodem automaticamente no celular

A nova coleção Alto Verão da loja de departamentos C&A será apresentada ao público de maneira inovadora com tecnologia de realidade aumentada. Por meio do aplicativo da C&A Brasil, os clientes poderão conferir, por meio da realidade aumentada, todas as peças da coleção, bem como as novas tendências da estação – com combinações possíveis de estilo e curiosidades sobre os principais modelos.

Clientes poderão conferir, por meio da realidade aumentada, todas
as peças da coleção, bem como as novas tendências da estação

Para acesso ao conteúdo exclusivo, é preciso baixar o aplicativo C&A disponível no Google Play e Apple Store e, na sequência, acionar a funcionalidade de realidade aumentada (na seção Experimente-se). Basta apontar a câmera para a comunicação da coleção disponível nas vitrines das lojas e araras de produtos, para que os vídeos rodem automaticamente no celular.

As dicas serão dadas por meio de seis vídeos protagonizados pelas influencers Giordana Serrano e Giovanna Ferrarezi. O objetivo do conteúdo é mostrar para os clientes as múltiplas possibilidades de combinação das peças.

Outro atrativo da coleção Alto Verão é o lançamento de oito gifs exclusivos C&A para fotos e vídeos no Stories do Instagram. Todos eles contam com um toque de humor e alegria, presente nas novas peças, que já podem ser encontradas em todas as lojas e no e-commerce da marca.

Veja abaixo como funciona:

Inovação

Com design thinking, Serasa Experian cria produto para Blockchain

Método para desenvolver produtos ou solucionar desafios em no máximo cinco dias deu start na primeira solução da companhia com tecnologia Blockchain

Desde o início deste ano, a Serasa Experian implantou um novo modelo de negócios baseado em sessão de design thinking. Batizado de “Inception”, o método consiste em criar um novo produto ou encontrar soluções para os desafios de clientes em até 5 dias. Para isso, são formadas equipes multidisciplinares, com envolvimento do cliente direto, que ficam imersas para identificar a problemática, levantar hipóteses, criar um protótipo e fazer a entrega final dentro do prazo.

Nasceu de uma Inception o primeiro produto
da Serasa Experian com tecnologia Blockchain

“Este novo método garante mais agilidade e inovação, permitindo, por exemplo, identificar rapidamente a satisfação do cliente antes de investir tempo e dinheiro na criação de um produto que, no modelo tradicional, pode levar cerca de um mês para um resultado similar”, diz o diretor de Tecnologia da Informação da Serasa Experian, Fábio Felizatti.

Nasceu de uma Inception o primeiro produto da Serasa Experian com tecnologia Blockchain. A solução, que está em fase piloto com três grandes empresas do segmento de saúde, é pioneira no registro do prontuário eletrônico de pacientes em blockchain e garante segurança e transparência para todos os envolvidos.

“A metodologia adotada pela equipe de tecnologia foi essencial para ganharmos celeridade na concepção e ida a mercado deste produto que utiliza uma rede distribuída para registrar e validar as operações em cada fase do processo, além de identificar de forma segura os envolvidos. Nosso objetivo é reduzir os riscos e custos da operação em uma parceria que funcionou muito bem entre nossos clientes, a área técnica e a de negócios”, afirma o gerente sênior de Identidade Digital da Serasa Experian, Murilo Couto.

Inovação

Inovação ainda é desafio para líderes de Finanças e TI no Brasil e Argentina

Brasil e Argentina estão muito distantes da média global de 71%, sinalizando uma necessidade urgente de organizações da América Latina encontrarem alternativas para financiar iniciativas de inovação

A maioria dos executivos de TI e finanças brasileiros e argentinos desconhecem a origem do dinheiro para investimento em inovação, revela uma pesquisa encomendada pela Rimini Street e realizada pela Vanson Bourne. A pesquisa “O Estado da Inovação em TI” foi realizada com 900 líderes de companhias dos mais diversos segmentos, localizadas na América do Norte, América do Sul, Europa, Oriente Médio e África e Ásia-Pacífico.

Globalmente, 89% dos executivos acredita que a empresa deveria investir mais em inovação

Segundo a pesquisa, 98% dos respondentes disseram estar preocupados em relação a essa problemática. Na média global, esse percentual também é alto, de 71%, mas mostra que na região Brasil/Argentina a questão sobre como encontrar e direcionar recursos para a inovação é ainda mais crítica.

Alinhada a essa preocupação, está a forte crença de que a empresa deveria investir mais em inovação. Globalmente, 89% dos executivos têm essa opinião. No Brasil e Argentina, o percentual é muito semelhante: 88% dos respondentes disseram que a companhia deveria investir mais recursos em prol da inovação.

Uma das principais descobertas da pesquisa é que, apesar de reconhecer a importância da inovação e da transformação digital para os negócios, os líderes de TI e finanças acreditam enfrentar grandes obstáculos na busca pela inovação, incluindo gastar muito com a sustentação da operação (77%), falta de apoio do board para investimentos significativos em inovação (76%), e estarem presos a contratos de fornecedores que restringem a inovação (74%).

“O custo Brasil é outro obstáculo para a inovação, uma vez que a constante adaptação dos sistemas para atender, por exemplo, aos requisitos do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) consome importante porção do orçamento da TI”, diz Edenize Maron, General Manager Latin America da Rimini Street. De acordo com Maron, a TI deve estar focada em inovação, gerando competitividade para as empresas, e não em gestão do dia a dia.  “Como fazer inovação se, conforme apontado em pesquisa, empresas e executivos se sentem presos a contratos desfavoráveis em TI? É vital que os executivos busquem questionar os padrões impostos pelos grandes fabricantes de ERP, principalmente no que se refere aos contratos dispendiosos de suporte e manutenção. Para inovar, devemos liberar recursos e oxigenar a área de TI, hoje tão sufocada”, reforça Edenize Maron.

A pesquisa também apontou que os benefícios de investimentos em inovação mais citados pelos respondentes foram: melhoria na produtividade (92%), aumento da satisfação do cliente (86%) e redução de custos operacionais (85%). “Os CIOs e a área de TI como um todo precisam ocupar seu papel estratégico como protagonista para guiar a inovação nesse mundo em ebulição. Contratos de licenças e suporte com os grandes fabricantes levaram a uma arquitetura monolítica, o que dificulta a adoção da arquitetura orientada a micro serviços, o que é pré-requisito para a transformação digital”, analisa Edenize.

Inovação

Para Intel, em 50 anos carros autônomos serão comuns

Estudo Passenger Economy publicado pela Intel em 2017 aponta que os veículos autônomos terão potencial para salvar 585.000 vidas entre 2035 e 2045

Novo estudo da Intel revela que, apesar dos receios e inseguranças, consumidores não veem a hora de ter um carro autônomo. A pesquisa realizada com consumidores norte-americanos revela que apenas 21% dos entrevistados trocariam seus carros por um modelo autônomo hoje, apesar de 63% deles acreditarem que esse tipo de veículo será padrão daqui a 50 anos. Essa já foi uma visão de futuro compartilhada pela Intel anteriormente em que a empresa prevê um mercado de US$ 7 trilhões até 2015.

O Departamento de Transportes dos Estados Unidos acredita que os veículos autônomos possam reduzir as mortes no trânsito em 94% ao eliminar os acidentes por falha humana

“Ainda precisamos preencher a lacuna entre a aceitação atual pelas pessoas dos recursos de condução automatizada e a autonomia total. Atualmente, os passageiros precisam confiar cegamente nos critérios de segurança dos fabricantes. É importante que haja uma união entre a indústria e os decisores políticos em prol de um modelo de segurança transparente, que reforce a confiança entre homem e máquina”, afirma Jack Weast, engenheiro sênior da Intel e vice-presidente da AV Standards na Mobileye.

O estudo Passenger Economy publicado pela Intel em 2017 aponta que os veículos autônomos terão potencial para salvar 585.000 vidas entre 2035 e 2045. Mas o novo estudo mostra que os consumidores ainda têm sentimentos conflitantes em relação a essa promessa. Quase metade dos consumidores entrevistados (43%) não se sente segura em relação aos veículos autônomos (AV) – sendo que as mulheres têm mais receios do que os homens. Ao mesmo tempo, mais da metade dos consumidores não vê a hora de não precisar mais dirigir e espera daqui a 50 anos poder usar o tempo gasto dentro do carro com entretenimento ou trabalho.

Quando perguntadas sobre o que esperam fazer dentro de um veículo autônomo dentro de 50 anos, as pessoas mostram empolgação por uma gama de atividades de trabalho, descanso e diversão:

  • Entretenimento (58%)
  • Socialização (57%)
  • Trabalho (56%)
  • Reuniões (33%)
  • Cuidar da aparência (26%)
  • Atividade física (14%)

O Departamento de Transportes dos Estados Unidos acredita que os veículos autônomos possam reduzir as mortes no trânsito em 94% ao eliminar os acidentes por falha humana. A Intel está empenhada em tornar essa premissa realidade. Para ter sucesso, a empresa acredita ser necessário ligar os pontos entre as tecnologias de assistência à condução automatizada de hoje e a autonomia total do futuro. A Intel acredita em uma abordagem de duas vias:

 

  1. Ampliar disponibilidade, informações e aceitação dos sistemas avançados de assistência ao condutor (ADAS). Sem os aprendizados obtidos de usuários de ADAS em escala, é impossível esperar que as pessoas simplesmente saltem no abismo tecnológico e aceitem a autonomia total.

 

  1. Criar um padrão de segurança universalmente aceitável e compreensível. Como ponto de partida, a Intel oferece seu modelo de Segurança Sensível à Responsabilidade. O padrão proposto traduz o que significa ser um condutor seguro para uma equação matemática totalmente transparente e explicável. A Intel está convidando outros participantes do setor a se alinharem a esse tipo de padrão. O recém-anunciado Instituto de Mobilidade Avançada no Arizona tem como objetivo resolver as implicações de responsabilidade, regulamentação e segurança de veículos automatizados e trabalhará para desenvolver padrões e melhores práticas a serem seguidos pela indústria.
Inovação

IBM e Symrise utilizam IA para descobrir e desenvolver novas fragrâncias

O Boticário será a primeira empresa de cosméticos do mundo a combinar sentimentos e tecnologia na criação de um perfume

 

Perfumistas especializados unem arte e ciência para elaborar novas fragrâncias, um talento que leva dez anos ou mais para ser desenvolvido. Criar uma fragrância marcante é um dos componentes considerados mais importantes pelo consumidor ao avaliar produtos de uso diário, como sabão em pó, desodorante, purificadores de ar e, é claro, colônias ou perfumes. E se a Inteligência Artificial (IA) pudesse aprender com esses profissionais para potencializar o processo de desenvolvimento de novas fragrâncias, identificando caminhos criativos e acelerando o tempo de comercialização para a indústria?

O sistema utiliza novos e avançados algoritmos de aprendizado de máquina para filtrar centenas de milhares de fórmulas e milhares de matérias-primas, auxiliando na identificação de padrões e novas combinações de aromas

Com isso em mente, o time de IBM Research, juntamente com a Symrise, uma das maiores produtoras globais de sabores e fragrâncias, criou um sistema de IA que pode aprender sobre fórmulas, matérias-primas, dados históricos de sucesso e tendências do mercado.

Desenvolvido pelo recém-anunciado grupo IBM Research AI for Product Composition e também com base em estudos anteriores da IBM, que utiliza IA para comparar sabores e criar receitas, nasceu o Philyra. O sistema utiliza novos e avançados algoritmos de aprendizado de máquina para filtrar centenas de milhares de fórmulas e milhares de matérias-primas, auxiliando na identificação de padrões e novas combinações de aromas.

Mais do que apenas servir de inspiração, o Philyra pode projetar fórmulas de fragrâncias totalmente novas, explorando todo o cenário de combinações possíveis para descobrir as lacunas no mercado global de fragrâncias.

O trabalho da IBM com a Symrise abrange três unidades de negócios dentro da sua Divisão de Fragrâncias: Fragrâncias Finas (Fine Fragrances), Cuidados com o Lar (Home Care) e Cuidados com Beleza (Beauty Care). Os primeiros resultados de pesquisa, porém, vieram com a divisão de Fragrâncias Finas.

Criar uma fragrância fina não é só uma arte como também uma ciência que requer precisão, pois até mesmo a menor alteração na quantidade de um ingrediente pode ser o fator decisivo para o sucesso de um novo perfume. Assim, o time de pesquisa da IBM adotou uma abordagem baseada em dados, incluindo informações sobre centenas de milhares de fórmulas, famílias (frutado ou floral, por exemplo) e matérias-primas de fragrâncias, além de informações históricas que apontam quais foram os fatores de sucesso de fórmulas e perfumes desenvolvidos previamente.

Com essa riqueza de dados, o Philyra usa aprendizado de máquina para gerar novas combinações de formulações de fragrâncias que se ajustam a objetivos específicos de cada cliente como, por exemplo, criar uma fragrância exclusiva para o público jovem masculino no Brasil.

O sistema do IBM Research inclui algoritmos que aprendem e preveem:

  • complementos de matérias-primas alternativas e substitutos que poderiam ser usados em uma fórmula específica;
  • a dosagem apropriada para uma matéria-prima baseada em padrões de uso;
  • a resposta humana (quão agradável e adequada é a fragrância para diferentes públicos);
  • a originalidade do perfume em comparação a um grande conjunto de fragrâncias comercialmente disponíveis.

Quando se trata de novos designs de perfumes, a originalidade é um dos principais fatores levados em conta. Por isso, o Philyra aprende por meio de um modelo de proximidade capaz de identificar fragrâncias com aromas similares a outras já existentes. Quanto maior a distância entre uma fragrância e seus semelhantes, mais inovador será o perfume.

A Symrise utilizou o Philyra para desenvolver dois perfumes para O Boticário, uma das maiores empresas de beleza do mundo, ambos com lançamento programado para meados de 2019. Como parte do processo de desenvolvimento humano-máquina, as fórmulas iniciais sugeridas pelo sistema foram minimamente ajustadas por um mestre perfumista para enfatizar uma nota específica da fragrância e aprimorar o seu tempo de fixação na pele.

O conhecimento do Philyra em relação às preferências do consumidor permitiu que os perfumistas da Symrise não precisassem mais gastar tempo buscando novas combinações de fragrâncias, mas sim se concentrassem no processo de finalização dos perfumes. Essa colaboração com IBM Research e com a Symrise permitiu que O Boticário explorasse a Inteligência Artificial para criar um produto personalizado para um determinado grupo de consumo, com base em características demográficas e de personalidade.

O objetivo de longo prazo da Symrise é apresentar essa tecnologia aos seus principais perfumistas em todo o mundo e continuar a usar a solução para o design de fragrâncias para produtos de cuidados pessoais e domésticos. A Symrise também planeja introduzir o Philyra em sua Escola de Perfumaria para ajudar a treinar a próxima geração de perfumistas, integrando firmemente a IA na essência de criação de uma fragrância.

Baseado em aprendizado de máquina, o trabalho do time de IBM Research AI for Product Composition também pode ser estendido para outros tipos de aplicações, como design de sabores, cosméticos e itens de consumo – xampus, sabão em pó e outros –, até produtos industriais, como adesivos, lubrificantes ou materiais de construção. Embora isso ainda esteja em fase de pesquisa, a tecnologia tem o potencial de se tornar um serviço que pode ser disponibilizado para ajudar empresas a acelerar e dimensionar seu processo de design criativo.

A pesquisa continua a ampliar fronteiras para possibilitar uma experiência humana cada vez mais amplificada por meio da IA, além de demonstrar como a inteligência artificial pode ajudar em domínios onde a criatividade é fundamental. A arte e ciência de projetar um perfume de sucesso é algo que os humanos vêm fazendo há centenas de anos. Agora, os perfumistas podem ter ao seu lado um aprendiz de IA que é capaz de analisar milhares de fórmulas e dados históricos para identificar padrões e prever novas combinações, ajudando a torná-los mais produtivos, acelerando o processo de design e guiando esses profissionais na direção de fórmulas nunca antes vistas.

Inovação

Banco Original lança pagamento por QR Code

Clientes poderão realizar suas transações por meio da tecnologia nos terminais Cielo diretamente pelo smartphone

O Original, banco digital brasileiro, disponibiliza para seus clientes o serviço de pagamento com cartão de crédito por meio da tecnologia QR Code. Com a nova funcionalidade, o cliente Original consegue realizar pagamentos direto pelo celular, sem tirar o cartão de crédito da carteira.

A solução permite que o pagamento com celular por meio da leitura
de QR Code seja feito por meio de uma transação autenticada

Para utilizar a funcionalidade é simples: basta o cliente acessar sua conta e habilitar a funcionalidade no app e quando for efetuar um pagamento em estabelecimentos com terminais Cielo, informar que a transação será feita por QR Code.

O terminal irá gerar um código, com o qual o usuário realiza a leitura por meio do aplicativo do Banco Original, com a câmera do smartphone, e o pagamento do serviço ou produto será debitado diretamente do cartão.

A nova ferramenta traz ainda mais agilidade e comodidade para os clientes do Banco Original, que são pessoas que buscam, cada vez mais, por serviços que estão na palma de suas mãos. “O uso de smartphones já faz parte de nossa rotina e com o pagamento por meio da tecnologia do QR Code permite que os nossos clientes façam suas compras sem precisar estar com o cartão de crédito em mãos. Com isso, buscamos melhorar cada vez mais a agilidade e a experiência do cliente em tarefas do cotidiano”, afirma Guilherme Oliveira, Superintendente de Produtos do Original.

A solução permite que o pagamento com celular por meio da leitura de QR Code seja feito por meio de uma transação autenticada. Isso significa que ela é confirmada pelo próprio usuário, por meio de biometria ou com a inserção da senha. “O pagamento por meio do QR Code ™ Pay é prático, ágil e seguro tanto para o varejista quanto para o consumidor. Não será mais preciso levar a carteira para almoçar, ir à academia, ou à balada, basta estar com o smartphone”, explica Danilo Caffaro, vice-presidente de Produtos, Novos Negócios, Marketing e Inovação da Cielo.

Nesse primeiro momento, a funcionalidade está disponível apenas para compras realizadas na função Crédito. A expectativa é que em breve a opção débito também esteja disponível.

Inovação

Inteligência artificial contribui em tratamento de câncer de pâncreas

Algoritmo foi desenvolvido por aluno da sétima série no Desafio Jovem Cientista do Discovery Education 3M de 2018. Rishab Jain nomeado o melhor cientista jovem da América

 

Rishab Jain, de 13 anos, foi nomeado o melhor cientista jovem da América por sua invenção do sistema de aprendizagem profunda do câncer de pâncreas no Desafio Jovem Cientista do Discovery Education 3M de 2018. O garoto, estudante da sétima série, desenvolveu um algoritmo para tornar o tratamento do câncer de pâncreas mais eficaz usando inteligência artificial para localizar e rastrear com precisão o pâncreas em tempo real durante a radioterapia por ressonância magnética.

Rishab desenvolveu e testou seu algoritmo usando imagens do sistema digestivo humano

O câncer de pâncreas é a terceira principal causa de mortes relacionadas ao câncer nos Estados Unidos, de acordo com o site pancreatic.org. Um desafio inerente ao tratamento com radiação para o câncer de pâncreas reside em atacar o próprio pâncreas. Em primeiro lugar, é muitas vezes obscurecido pelo estômago ou outros órgãos próximos, tornando o pâncreas difícil de localizar e segundo, a respiração e outras alterações anatômicas podem fazer com que o pâncreas se mova na área abdominal. Como resultado, o tratamento de radioterapia pode atingir e impactar inadvertidamente as células saudáveis.

Rishab desenvolveu e testou seu algoritmo usando imagens do sistema digestivo humano, e descobriu que ele poderia detectar corretamente o pâncreas com uma taxa de sucesso de 98,9%. A inovação visa melhorar a precisão, reduzir a invasividade e aumentar a eficiência durante o tratamento, resultando em melhor qualidade de vida e chance de sobrevivência entre os pacientes.

Aluno da sétima série na Stoller Middle School em Portland, Oregon, Rishab competiu ao lado de outros nove finalistas durante uma competição ao vivo no 3M Innovation Center em St. Paul, Minn. Durante o verão americano, os finalistas tiveram a oportunidade exclusiva de trabalhar com cientistas da 3M para desenvolver suas inovações como parte de um programa exclusivo de orientação. Rishab foi comparado com o Dr. Döne Demirgöz, um especialista da cadeia de suprimentos corporativa da 3M e especialista em desenvolvimento e pesquisa de produtos que leva os produtos desenvolvidos nos laboratórios da 3M e os traz para o mercado.

Inovação

TIM anuncia parceria com SLC Agrícola de IoT em Fazendas

Iniciativa faz parte do Projeto “4G TIM no Campo” levando cobertura 4G para a Fazenda Panorama, Bahia, permitindo comunicação móvel entre máquinas e pessoas

 

A TIM anuncia a ativação de cobertura 4G na Fazenda Panorama, pertencente a SLC Agrícola, como mais um piloto do projeto “4G TIM no Campo”, na cidade de Correntina, na Bahia. A iniciativa utiliza tecnologia celular da Nokia e backhaul da BRFibra Telecomunicações, provendo comunicação por voz da equipe da fazenda, assim como a conexão das colheitadeiras, tratores e outras soluções de IoT (Internet das Coisas, no termo em inglês) com foco em agricultura de precisão e gestão de máquinas e ativos. O projeto considera a tecnologia móvel 4G na faixa de 700MHz para “iluminar” o campo, com o objetivo de aumentar a produtividade da companhia, assim como a qualidade de vida das pessoas na região.

Ao todo foi coberta uma área de 22 mil hectares, com a conexão
imediata de 23 máquinas agrícolas e 10 coletores de dados

“O objetivo da TIM ao criar o projeto “4G no Campo” é viabilizar a digitalização do Agronegócio brasileiro. A partir da conectividade, trazemos soluções inovadoras para o setor aumentar ainda mais sua produtividade através de infinitas possibilidades de automatização, controle e novas tecnologias de cultivo e manejo das culturas de soja, milho, algodão entre outras, tornando o conceito de Agricultura 4.0 uma realidade”, afirma Alexandre Dal Forno, Head de Produtos Corporativos & IoT na TIM Brasil, que vem liderando o projeto “4G TIM no Campo”.

Para esta iniciativa, a TIM forneceu todo o sistema de comunicação de dispositivos móveis e soluções de Internet das Coisas (IoT), com investimentos em infraestrutura de rede na região e cobertura 4G nas suas áreas de produção e industrial, além de contar com a parceria da BRFibra, da BRDigital – entregando serviços complementares ao cliente final – e a tecnologia certificada para o Agronegócio da Nokia. O projeto permitirá o controle e o acompanhamento em tempo real das colheitadeiras e dos tratores da fazenda, assegurando decisões rápidas, com redução de custos, melhor manejo das lavouras e maior velocidade no escoamento da produção. A Nokia tem aplicado sua tecnologia celular e conhecimento para tornar mais eficiente a conexão das máquinas, acelerando o processo de digitalização do Agronegócio.

“Os resultados até o momento são surpreendentes. A rede 4G da TIM, suportada pela conectividade da BRFibra e serviços de dados da BRDigital, nos possibilita fazer videoconferências em alta velocidade e com qualidade diretamente das colheitadeiras onde antes não tínhamos qualquer tipo de sinal celular. A conexão das máquinas em tempo real e a comunicação da equipe deve trazer agilidade e maior produtividade aos nossos processos, em linha com o objetivo da SLC Agrícola de contribuir para o crescimento do Agronegócio brasileiro, através da inovação de novas tecnologias”, explica Angelo Castiglia, Diretor de TI do Grupo SLC.

Ao todo foi coberta uma área de 22 mil hectares, com a conexão imediata de 23 máquinas agrícolas e 10 coletores de dados. O projeto faz parte da estratégia da TIM de levar conectividade 4G e soluções inovadoras para o Agronegócio brasileiro.

Esta é a segunda parceria do projeto “4G no Campo”, iniciado em Goianésia (GO) junto com a Jalles Machado, agroindústria referência no setor sucroenergético nacional, localidade onde também contamos com o backhaul da BRDigital.

Inovação

Até 2028, 5G vai gerar US$ 1,3 tri em mídia e entretenimento

Estudo da Intel revela que experiências viabilizadas pelas redes 5G serão responsáveis por quase metade desse valor

As empresas de mídia e entretenimento disputarão quase US$ 3 trilhões de receitas cumulativas no mundo wireless, na próxima década (2019-2028), segundo o estudo “A Economia do 5G: Entretenimento”, encomendado pela Intel e realizado pela Ovum. Experiências viabilizadas pelas redes 5G serão responsáveis por quase metade desse valor (perto de 1,3 trilhão de dólares).

Com previsão de garantir US$ 140 bilhões em receita cumulativa (2021-2028),
experiências aprimoradas de RA e VR também serão um novo canal
para os produtores de conteúdo buscarem atingir os consumidores

“Inevitavelmente, o 5G vai agitar o cenário de mídia e entretenimento. Será um importante ativo competitivo para as empresas que se adaptarem. As que não o fizerem correrão o risco de fracassar ou mesmo desaparecer do mercado. A onda de transformação gerada pelo 5G não afetará um setor em particular. Este é o momento certo para que os responsáveis pela tomada de decisões nas empresas se perguntem: estamos preparados para o 5G?”, avisa Jonathan Wood, gerente geral de Desenvolvimento de Negócios e Parcerias para a área de Padrões 5G na Intel.

O relatório afirma que, já em 2025, 57% das receitas globais na área de mídia sem fio serão geradas pelo uso dos recursos da elevadíssima largura de banda das redes 5G e pelos dispositivos que as utilizam. A baixa latência dessas redes se traduz em vídeos sem atrasos ou interrupções – live streaming e download de grandes volumes acontecerão em um piscar de olhos.

O estudo também destaca as seguintes afirmações em termos de receita quando as redes 5G superarem as 3G e 4G, oferecendo novos recursos:

2022: quase 20% do total das receitas – US$ 47 bilhões de US$ 253 bilhões

2025: mais de 55% do total das receitas – US$ 183 bilhões de US$ 321 bilhões

2028: quase 80% do total das receitas – US$ 335 bilhões de US$ 420 bilhões

O relatório “A Economia do 5G: Entretenimento” prevê que o 5G vai acelerar o consumo de conteúdo, tais como mídia e publicidade móvel, banda larga e TV em casa. Também vai aprimorar as experiências por meio de um amplo conjunto de novas tecnologias imersivas e interativas que vão revelar todo o potencial da realidade aumentada (RA) e da realidade virtual (RV), além de outros tipos de mídia.

O tráfego mensal médio por assinante 5G crescerá de 11,7 GB em 2019 para 84,4 GB em 2028, momento no qual o vídeo será responsável por 90% do tráfego total por redes 5G.

Redes 3G e 4G avançadas ofereceriam uma experiência degradada porque não contam com capacidade suficiente para lidar com o volume maior de vídeos, conteúdo de maior resolução, mais mídias integradas e experiências imersivas.

Com previsão de garantir US$ 140 bilhões em receita cumulativa (2021-2028), experiências aprimoradas de RA e VR também serão um novo canal para os produtores de conteúdo buscarem atingir os consumidores.

Aplicações imersivas e novas mídias – aplicativos e recursos que não existem atualmente – ganharão uma escala de valores sem precedentes em 2028, podendo gerar mais de US$ 67 bilhões por ano ou o valor total do mercado global de mídia móvel – vídeo, música e jogos – em 2017.

Como as empresas estão se preparando para o 5G 

Além de mídia e entretenimento, todos os setores terão de se adaptar a grandes mudanças no ambiente de negócios, nos hábitos dos consumidores e nas expectativas do público em geral. As empresas estão tentando imaginar como o 5G vai transformar suas atividades, a sociedade e mesmo a competitividade global. Também estão começando a formular estratégias para adotar os recursos 5G. Sem a promessa do que o 5G poderá fornecer, o crescimento em muitas indústrias poderá ficar estagnado ou até mesmo recuar.

Quando as redes sem fio 3G foram lançadas, ninguém poderia imaginar como seria o mundo móvel hoje. O 4G nos EUA fez surgir setores inteiramente novos. Empresas como Airbnb, Uber, Netflix e Spotify poderiam ter sido inviáveis sem a tecnologia 4G.

“A grande questão é: o que não será afetado ou modificado pelo 5G? A próxima geração de redes sem fio vai fomentar a inovação digital – tudo, desde a informatização de objetos físicos até a inteligência artificial, inaugurando um novo mundo interessante para o qual líderes empresariais e até nações inteiras precisam estar preparados”, destaca Ed Barton, analista-chefe da Prática de Entretenimento da Ovum.

Inovação

Blockchain pode revolucionar sistema eleitoral brasileiro

Para os especialistas em blockchain Rodrigo Borges e Tatiana Revoredo, o uso da tecnologia garantiria segurança e transparência nos processos eleitorais

Criado inicialmente para garantir segurança de transações com o bitcoin, o blockchain está sendo aprimorado e utilizado em diversos setores e mostrou um ótimo desempenho em relação à proteção e transparência de dados. No caso do sistema eleitoral, a tecnologia também não deixa a desejar. Alguns países, como Estados Unidos, Dinamarca e Austrália já possuem projetos pilotos para o uso do blockchain para a votação. No Brasil, a Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), por exemplo, decidiu escolher sua nova diretoria utilizando a ferramenta.

 A adoção de um sistema de votação por blockchain
reduziria possíveis fraudes eleitorais e erros na contagem de votos

Segundo Tatiana Revoredo, especialista em blockchain, não é à toa que governos e instituições estão optando pelo uso da tecnologia em seus sistemas de votação. Para ela, o uso da ferramenta seria uma alternativa segura para a apuração eleitoral, inclusive no Brasil, encerrando a desconfiança e questionamentos a respeito das urnas eletrônicas. “A adoção de um sistema de votação por blockchain reduziria possíveis fraudes eleitorais, erros na contagem de votos e, acima de tudo, a desconfiança da população, que poderia acompanhar todo o processo eleitoral, em tempo real”, completa.

Na prática, essa confiança é garantida por meio de uma combinação de hashing sequencial (espécie de impressão digital de um dado) e criptografia, em conjunto com a estrutura distribuída do blockchain. Dessa forma, ele protegeria a identidade dos participantes da rede e ao mesmo tempo possibilitaria a verificação de todas as transações realizadas em sua plataforma. “Isso assegura o desenvolvimento de mecanismos de votação extremamente seguros e transparentes, permitindo o acompanhamento das eleições voto a voto”, explica Tatiana.

Além disso, votar usando o celular ou um computador pessoal também é um dos benefícios que a aplicação da tecnologia no sistema eleitoral pode trazer. Rodrigo Borges, que é advogado e especialista em blockchain, confirma que isso abriria a possibilidade de criar um sistema eleitoral no universo blockchain, eliminando intermediários e, consequentemente, aumentando a rapidez de todo o processo. “A tecnologia permite criar um sistema de votação blockchain e ele pode ser acessado seja por celular, à distância ou presencialmente”, explica.

Sobre as críticas e suspeitas a respeito do sistema eleitoral adotado pelo Brasil hoje, Rodrigo afirma que o blockchain seria a chave para liquidar com esse problema. “O sistema de votação brasileiro é constante alvo de desconfianças, tanto pela ausência de transparência, quanto por estar sujeito a um ente central que comanda isoladamente todo o sistema”, justifica o especialista. “O blockchain acabaria com esses dois pontos, uma vez que o caráter distribuído impediria o controle isolado do sistema, além de garantir transparência, porque qualquer cidadão seria capaz de acompanhar o processo eleitoral. Por exemplo, se ele votar em determinado candidato, é possível verificar se de fato o seu voto foi computado para o candidato escolhido”, finaliza.