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Cinco tendências e desafios para segurança pública na América Latina

Estudos mostram que o uso intensivo da nuvem como espaço de armazenamento de informações, o desenvolvimento de análises preditivas de big data e estratégias de policiamento baseadas em evidências podem efetivamente ajudar a prevenir e controlar o crime

 

A Motorola Solutions desenvolveu um estudo conjunto com pesquisadores da Universidade de Santiago do Chile para analisar a situação de múltiplas instituições policiais na região. Na pesquisa, constatou-se que aqueles que desenvolvem um processo sério de aquisição de tecnologia têm melhores resultados na prevenção e o controle do crime, embora a adoção da tecnologia seja uma das áreas em que mais dificuldades são observadas devido a ciclos mais longos, pouco investimento, falta de planejamento e instruções que mudam frequentemente.

Falta da cultura “como serviço” é um dos obstáculos que
os órgãos geralmente encontram para adotar a tecnologia

Por meio de entrevistas com instituições-chave, a Motorola Solutions também identificou necessidades e barreiras que afetam o ambiente de segurança pública na América Latina. Entre os maiores obstáculos que os órgãos geralmente encontram para adotar a tecnologia estão o financiamento limitado, processo de compra longo e burocrático, tomada de decisão ad hoc (medidas pontuais), visão descentralizada, manutenção de última hora (emergenciais) e falta da cultura “como serviço”, ou seja delegar a gestão da tecnologia em si para focar no atendimento à população.

Da mesma forma, a Motorola Solutions identificou cinco tendências principais que permitirão aos governos gerar uma mudança na maneira de abordar o tema da segurança pública na região, que são as seguintes:

  1. Um nível mais alto de participação cidadã

Os cidadãos compartilham informações com sua comunidade por meio de redes sociais e hoje é muito comum que os socorristas sejam acionados por qualquer cidadão que usa seu dispositivo móvel para gravar os eventos e fazer o upload do conteúdo para suas redes sociais instantaneamente.O vídeo não apenas aumenta a transparência com a comunidade, mas também registra a sequência de eventos e ajuda a proteger servidores contra falsas acusações.

  1. Acesso aos dados em tempo real para os profissionais em campo

É “fundamental” que os agentes em campo tenham acesso aos dados em tempo real. Essa tendência é mantida ano após ano e enfatiza a necessidade de informações confiáveis instantaneamente e apresenta desafios importantes em relação ao gerenciamento de dados, uma vez que o conteúdo do vídeo capturado com dispositivos corporais está sujeito às mesmas regras de preservação de evidências, cadeia de custódia e armazenamento.

  1. Comunicações com agências de cidades vizinhas

Adotar aplicativos e dispositivos compatíveis que possam ser integrados em sistemas regionais ou estaduais para interconectar pessoal de diferentes redes (polícia, bombeiros, ambulâncias etc.) e dispositivos (rádios de mão, smartphones, computadores de mesa etc.). Isso permite expandir possibilidades de colaboração em tempo real, conectando-se a todos os tipos de plataformas.

  1. Uso de tecnologias colaborativas para expandir as capacidades

Sempre que há mais conteúdo digital disponível, os socorristas e suas agências esperam acessar instantaneamente informações mais completas de vários bancos de dados, uso de GPS para rastreamento de veículos, indivíduos e acesso a vídeos em tempo real.

  1. Gestão do déficit de competências tecnológicas

As agências devem enfrentar um desafio, pois a cada dia surgem novas plataformas tecnológicas e atualizações constantes, tornando a gestão de um sistema com o próprio pessoal da organização cada vez mais complexa. A tendência é terceirizar a administração para especialistas profissionais em redes e compartilhar a responsabilidade pela administração das tecnologias.

Embora a tecnologia ofereça um potencial real, ela sozinha não acabará com o crime, mas pode ajudar as autoridades a tomar decisões mais inteligentes, baseadas em dados, sobre como implementar a equipe e os recursos limitados que têm disponíveis e a maneira mais eficiente possível. A região tem as melhores práticas isoladamente, mas o próximo passo será avançar na integração de esforços de planejamento de longo prazo, treinamento constante da equipe e maior conscientização sobre a importância da tecnologia como um fator chave e uma aliada para a segurança no desenvolvimento de cidades mais prósperas.

Este estudo do setor faz parte de uma iniciativa de pesquisa promovida pela Motorola Solutions para ajudar a identificar e relatar tendências associadas às tecnologias de comunicação de segurança pública. Nesse caso, o estudo foi baseado em entrevistas com 800 profissionais de Segurança Pública na América Latina, inclusive no Brasil.

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Mercado de Telecom teme entraves regulatórios e custos de 5G, diz pesquisa

Brasil tem atualmente o terceiro maior custo de espectro entre 40 países analisados, ficando atrás apenas do Peru e Panamá

 

Uma sondagem de opinião realizada entre os dias 15 e 18 de outubro, em São Paulo, ouvindo um total de 235 executivos que atuam no segmento de telecomunicações, demonstrou as expectativas e receios do mercado em relação à implementação do 5G no Brasil. O estudo foi realizado durante o Futurecom 2018 pela Ericsson, uma das principais fornecedoras de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para provedores de serviços, que atua com cerca de 40% do tráfego móvel atual do mundo, 50% do Brasil e 98% de São Paulo realizados em suas redes.

Maioria concorda que a introdução da nova geração da conectividade
móvel permitirá que operadoras se tornem mais flexíveis, ágeis, eficientes
e capazes de oferecer novos modelos de negócios para suas bases de clientes

Considerado a nova geração da conectividade móvel, o 5G já é uma realidade para a Ericsson nos Estados Unidos e na Ásia e, entre 2019/2020, deve chegar ao Brasil a partir da liberação da frequência pela Anatel. Enquanto tecnologia, trata-se de uma evolução do que se conhece em termos de performance e capacidade de transmissão de dados por rede móvel, mas também é uma revolução completa já que proporcionará avanços significativos em IoT (Internet das Coisas) e a transformação digital de todos os setores da economia.

Quando perguntados sobre o impacto do 5G para as operadoras de telefonia celular, mais de 92% dos respondentes concordam que a introdução da nova geração da conectividade móvel permitirá que esses players se tornem mais flexíveis, ágeis, eficientes e capazes de oferecer novos modelos de negócios para suas bases de clientes.

Para 54,5%, os novos serviços em IoT (muito além da conectividade, por meio de parcerias) serão os principais impulsionadores do sucesso do 5G no Brasil e no mundo. Nesse tópico, também foram amplamente citadas as demandas pelo aumento exponencial da capacidade da rede (35,7%) e por novas receitas a partir de serviços de banda larga sem fio – Fixed Wireless Access (33,6%). Um total de 28,9% destaca a aplicação do 5G para identificar novos clientes em um mercado de fábricas conectadas e indústria 4.0.

Quase metade dos respondentes (48,1%) acredita que os consumidores finais serão os maiores beneficiados pela chegada do 5G no País. Destaque para a percepção da amostra sobre impacto positivo do 5G nos setores de Cidades Inteligentes (28,1%), Indústria 4.0 (15,7%) e Agronegócio (8,1%).

Os respondentes também se posicionaram sobre as necessidades de suas empresas no que dirá respeito à implementação dos serviços na rede 5G: 49,6% esperam maior eficiência nas redes de acesso, com menor custo por gigabyte. Para 38,6%, será fundamental dispor de soluções de analytics que combinem inteligência a partir dos serviços, comportamento dos usuários, recursos de rede e conteúdo, para permitir decisões assertivas baseadas em dados e tendências. A flexibiidade de arquitetura de redes para atender à crescente demanda por novos casos de uso de 5G e IoT foi destacada por 32,1% da amostra, combinada com outros 29,4% de citações mencionando a importância de poder contar com plataformas de serviços e aplicações para Internet das Coisas.

O estudo mostrou, contudo, que todo esse otimismo vem acompanhado de certo receio do mercado em relação às possíveis barreiras e entraves regulatórios com que a quinta geração de tecnologia móvel pode se deparar no Brasil: 49,35% dos respondentes temem pelos altos custos das novas faixas de frequência; 40,3% citaram a alta carga tributária que incide sobre o setor; e 39,4% destacaram o atraso na liberação do uso das faixas. A falta de regulamentação específica para IoT (22,1%) e o impasse em torno da Lei de Antenas (20,8%) também figuram entre as preocupações do setor.

Esse cenário combinado com os resultados de um estudo realizado anteriormente pela Ericsson mostra que a questão do custo é realmente um ponto relevante de atenção quando se fala de avanços na tecnologia móvel: o Brasil tem atualmente o terceiro maior custo de espectro entre 40 países analisados, ficando atrás apenas do Peru e Panamá. O custo do espectro (apenas para as frequências) representa 5% da receita bruta das operadoras brasileiras. A análise comparou o valor pago nos diferentes países e parametrizou os totais pela renda per capita de cada economia.

“Desde a privatização das telecomunicações no Brasil, foi investido um volume enorme de capital em leilões espectro. Outros países direcionam essa arrecadação para investimentos, como a Suécia por exemplo, onde o espectro é 13x mais barato que aqui. Se tivéssemos feito isso aqui, corresponderia a um aumento de 32% nos investimentos em infraestrutura. Poderíamos ter 32% mais trafego, 32% mais negócios, 32% mais P&D, 32% mais gente trabalhando”, comenta Eduardo Ricotta, presidente da Ericsson no Brasil.

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Acordo une everis e NVIDIA para promover Inteligência Artificial na América Latina

Parceria estratégica global é voltada a implantação, suporte e manutenção de soluções de Inteligência Artificial (IA) em empresas da região

A everis, empresa multinacional de consultoria em soluções estratégicas e comerciais, membro do Grupo NTT DATA e uma das dez maiores empresas de serviços de TI do mundo, e a NVIDIA, empresa especializada em computação de Inteligência Artificial (IA), acabam de fechar uma parceria estratégica global para a implantação, suporte e manutenção de soluções de Inteligência Artificial (IA) em empresas da América Latina.

 Empresas oferecerão manutenção preventiva de servidores,
assistentes virtuais, análise e decisões automatizadas

Esta é a primeira parceria que visa a desenvolver soluções de IA na região e, com este acordo, a everis se torna o primeiro parceiro da NVIDIA a oferecer aos clientes de ambas as empresas uma plataforma completa de realidade virtual, aplicativos (apps) de IA para os mais diversos setores econômicos, e a Unidade de Processamento Gráfico (GPU), para processos complexos de cálculo; criados especialmente para IA.

Além da GPU da NVIDIA e dos aplicativos desenvolvidos pela everis para reconhecimento de assinaturas em recibos bancários, as empresas oferecerão manutenção preventiva de servidores, assistentes virtuais, análise e decisões automatizadas, bem como, processamento natural de linguagem, reconhecimento de voz, visão computacional, busca e otimização e, acima de tudo, aprendizado profundo.

Para Alberto Otero García, Americas Head of Artificial Intelligence na everis, “esta parceria traz claros benefícios para nossos clientes, pois as duas empresas se juntam na América Latina para fornecer soluções para desafios de negócios reais por meio da inteligência artificial, tanto em hardware quanto em software”. “Acreditamos que as principais organizações da região devem adotar IA como fonte de vantagem competitiva no curto prazo e também como forma de sobreviver no longo prazo.”

Marcio Aguiar, gerente de Desenvolvimento da Área de Enterprise para a América Latina da NVIDIA, afirma que essa parceria marca um avanço importante no mercado de IA na região. “Uma das principais missões da NVIDIA é a divulgação de seus estudos sobre IA e, com essa aliança, além de oferecer soluções exclusivas, esperamos conscientizar as empresas da região sobre a importância da IA, ao mesmo tempo em que a promovemos no mercado”.

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IBM anuncia compra da Red Hat

Aprovada pelos conselhos de administração das companhias, a transação foi de R$ 34 milhões

O que era uma parceria, virou uma diretriz de negócios. Com o objetivo de ser a número 1 no mercado de nuvem híbrida, a IBM anunciou a aquisição da Red Hat, especializada em software de código aberto na terceira maior aquisição da história do mercado de tecnologia nos EUA. Pela negociação, a IBM pagará US$ 190 por ação em dinheiro da Red Hat, em uma transação de US$ 34 bilhões. Na sexta anterior ao anúncio, as ações fecharam a US$ 116,68.

“A aquisição da Red Hat é uma mudança de jogo. Ela muda
tudo sobre o mercado de computação em nuvem”, Ginni Rometty

Em comunicado, a presidente e CEO da IBM, Ginni Rometty, afirmou que o objetivo é oferecer às empresas a única solução de nuvem aberta que irá liberar todo o valor da nuvem para seus negócios. “A aquisição da Red Hat é uma mudança de jogo. Ela muda tudo sobre o mercado de computação em nuvem”, disse.

A partir de agora, a Red Hat, que tem sede no estado americano da Carolina do Norte (EUA), vai operar como uma unidade separada dentro da área de “nuvem híbrida” da IBM ainda sob o comando de Jim Whitehurst, que reportará a Ginni Rometty, e pela atual equipe de gerenciamento da Red Hat.

A IBM pretende manter a sede, instalações, marcas e práticas da Red Hat. As parcerias construídas pelas companhias, incluindo aquelas com grandes provedores de nuvem como Amazon, Microsoft Azure, Google Cloud, Alibaba e outros, devem permanecer.

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Linx recebe financiamento do BNDES

Pesquisa & Desenvolvimento, treinamento, marketing e ações sociais estão no projeto que a empresa de software pretende implantar até 2020

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 388,4 milhões à Linx Sistemas e Consultorias para investimentos da empresa de software em pesquisas e desenvolvimento (P&D), treinamento, marketing e comercialização, além de investimentos sociais. O apoio do BNDES ocorre na modalidade direta e deve ajudar a criar cerca de 250 novos postos de trabalho.

Apoio do Banco à companhia ajudará a criar cerca de 250 novos empregos

A Linx é empresa do segmento de software para varejo no Brasil, com mais de 40% em participação de mercado e listada no Novo Mercado da B3, segmento com melhores práticas de governança corporativa. Tendências de digitalização, exigências fiscais e profissionalização devem contribuir para a expansão do setor e dos investimentos da Linx. Atualmente, a companhia atende 46 mil clientes e possui cerca de três mil funcionários distribuídos pela matriz em São Paulo/SP e outras filiais.

O financiamento do BNDES corresponde a 80% do Plano de Investimentos trienal da Linx, cujo valor total é R$ 485,5 milhões. Quase 95% destes recursos serão investidos em P&D (R$ 460,5 milhões), o que permitirá à empresa ofertar novas soluções inovadoras ao mercado e manter sua competitividade no setor. O restante dos investimentos será realizado em marketing & comercialização (R$ 13 milhões), treinamento (R$ 11 milhões) e investimentos sociais, no âmbito da linha ISE (R$ 1 milhão).

O BNDES possui um histórico de relacionamento com a Linx. Em 2008, foi aprovado o primeiro financiamento, de R$ 7,8 milhões, para a empresa. Entre 2012 e 2017, o Banco aprovou novos financiamentos, totalizando cerca de R$ 370 milhões, a fim de apoiar os planos de investimentos da empresa, notadamente seus esforços de P&D. Todas estas operações ocorreram no âmbito Programa BNDES para o Desenvolvimento da Indústria Nacional de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (BNDES Prosoft).

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BC anuncia alternativa para recebimento de remessa do exterior

O TreeCompliance é a ferramenta ideal no controle dessa norma, porque verifica todas as regras de controle de compliance, prevenção à lavagem de dinheiro e combate ao financiamento do terrorismo

Com o objetivo de modernizar os meios de pagamento e recebimento do sistema bancário brasileiro, continuamente o Banco Central tem anunciado medidas importantes e de impacto na economia. Este mês determinou que o destinatário final de transferências unilaterais do exterior poderá receber os recursos em reais, depositados diretamente em conta corrente ou de poupança, sem a necessidade de realizar uma operação de câmbio e que todos os custos da operação poderão ficar a cargo do remetente.

Investir em programas de conformidade fortes economiza dinheiro em longo prazo

Assim, quem receber os recursos no Brasil não precisará se preocupar com câmbio ou com qualquer outro custo adicional. A medida é regulamentada pela Circular 3.914 e vale para operações de transferências pessoais que envolvem créditosde até R$10.000 (dez mil reais), com vigênciaa partir de 1° de novembro de 2018.

Hoje, quando os recursos enviados do exterior chegam em moeda estrangeira, o destinatário precisa convertê-los em reais. Dessa forma, quem recebe o dinheiro tem que negociar a taxa de câmbio com a instituição autorizada e arcar com todos os custos da operação. Além disso, até que seja feita a operação, não sabe exatamente o quanto receberá em reais.

Pela nova sistemática isso é facultativo. As instituições financeiras que quiserem operá-la adotarão políticas e procedimentos em seu relacionamento com a instituição remetente dos recursos do exterior, inclusive em relação à prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, equivalentes às exigidas pela regulamentação cambial nas relações internacionais entre bancos correspondentes.

Estudos mostram que os problemas gerados para a empresa, por não estar em conformidade, custam quase três vezes mais do que fazer corretamente desde o início.

Muitas empresas veem programas de Compliance como uma dor de cabeça – algo a que são obrigadas a investir tempo e dinheiro, mas que produz pouco. Um relatório de referência dos Estados Unidos mostra que é o oposto. Investir em programas de conformidade fortes economiza dinheiro em longo prazo.

“O relatório da pesquisa feita pelo Ponemon Institute LLC, examina os custos reais, tanto da criação de um programa de Compliance adequado quanto de reparar danos quando os programas adequados não foram postos em prática”, explica Odilon Costa, CEO & Presidente da Tree Solution.

O estudo analisou 46 organizações multinacionais e entrevistou 160 líderes. O custo do cumprimento de regras, em média, é de US$ 222 por funcionário, enquanto as despesas por não estar em conformidade são, em média, cerca de US$ 820 por funcionário. Se multiplicarmos isso por milhares de colaboradores, o valor será realmente impactante.
“O TreeCompliance é uma solução para gerir as políticas de compliance, sejam elas da instituição financeira, sejam as determinadas por organismos nacionais e internacionais. Contém todas as parametrizações de regras de checagem relacionadas ao controle de compliance, bem como PLD (prevenção à lavagem de dinheiro) e CFT (combate ao financiamento do terrorismo)”, avalia Costa.

“No TreeCompliance o gestor terá a tranquilidade de que as regras são parametrizadas uma única vez e podem ser alteradas sem grandes dificuldades pelo compliance officer. As fórmulas ficam apenas no ambiente de produção do banco, mantendo a confidencialidade e as regras são parametrizadas diretamente pelos usuários”, afirma o CEO.
Além disso, permite selecionar a natureza das operações que devem ser afetadas e se ação deve ser de alerta ou de impedimento para o back office registrar o contrato de câmbio ou a mesa finalizar a operação.

Possui integração on-line com o TreeFX no que tange a Mesa de Operações e o Back Office, com possibilidade de monitoramento e bloqueio de eventos de operações, independente da fase em que a operação estiver. Com tela para monitoramento da área de compliance e possibilidade de reprovação ou aprovação dos eventos gerados nas operações de câmbio, permitindo também emitir relatórios com históricos de monitoramentos ou controles específicos de períodos anteriores.

“A criação de regras para a entrega de documentos de operações tem a possibilidade de segregar a obrigatoriedade por produto, tipo de empresa e ainda permitindo gerar relatório de controles de pendências de documentos, bem como o envio de emails”.

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Ascenty anuncia a construção do maior data center da América Latina

Novo data center, localizado na cidade de Vinhedo, está sendo construído em uma área com mais de 105 mil metros quadrados

A Ascenty, empresa do mercado de data centers com foco na América Latina, anuncia a construção de seu décimo quarto data center no município de Vinhedo, no interior de São Paulo, que será o maior da América Latina. A primeira fase do projeto conta com um aporte de R$ 500 milhões e deve estar concluída até o último trimestre de 2019.

Objetivo é atender a alta demanda das empresas por infraestrutura de qualidade

O data center de Vinhedo integra os planos de expansão da Ascenty no Brasil, programados no início deste ano. “Estamos muito orgulhosos em anunciar a construção desse mega data center”, comenta Marcos Siqueira, diretor de serviços da Ascenty. “Além de mostrar a expansão acelerada da empresa, esse novo data center representará um marco para o País, pois apresenta a maior capacidade de energia elétrica da América Latina”, ressalta Marcos.

Com o objetivo de atender a alta demanda das empresas por infraestrutura de qualidade, a Ascenty tem realizado expressivos investimentos na construção de novos data centers no Brasil e, como próximos passos, a empresa planeja a expansão de sua atuação na América Latina.

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Gartner: 10 principais tendências tecnológicas estratégicas para 2019

Tendência tecnológica estratégica é aquela com um potencial disruptivo substancial que ultrapasse o estado emergente para promover impacto e uso mais amplo

O Gartner divulgou as principais tendências tecnológicas estratégicas que organizações precisam explorar em 2019. Analistas apresentaram suas descobertas durante o Gartner Symposium/ITxpo 2018, que acontece em São Paulo até quinta-feira desta semana.

Inteligência Artificial (IA) na forma de objetos automatizados e inteligência de realidade aumentada está sendo usada juntamente com IoT (Internet das Coisas), computação Edge e Digital Twins para entregar espaços inteligentes e altamente integrados

O Gartner define como uma tendência tecnológica estratégica aquela com um potencial disruptivo substancial que ultrapasse o estado emergente para promover impacto e uso mais amplo, ou que sejam tendências que estão crescendo rapidamente com um elevado grau de volatilidade, atingindo pontos de inflexão nos próximos cinco anos.

“Intelligent Digital Mesh (Malha Digital Inteligente) tem sido um tema consistente nos últimos dois anos e continua como um dos principais condutores até 2019. As tendências sob cada um desses temas são o ingrediente fundamental na condução de um processo de inovação contínuo como parte de uma estratégia ContinuousNEXT”, diz David Cearley, Vice-Presidente do Gartner.

“Por exemplo, Inteligência Artificial (IA) na forma de objetos automatizados e inteligência de realidade aumentada está sendo usada juntamente com IoT (Internet das Coisas), computação Edge e Digital Twins para entregar espaços inteligentes e altamente integrados. Esse efeito combinado de múltiplas tendências convergindo para produzir novas oportunidades e gerar novas rupturas é uma marca registrada do relatório Gartner Top 10 Strategic Technology Trends for 2019.”

Segundo o Gartner, as 10 tendências de tecnologia estratégicas para 2019 são:

Objetos autônomos – Objetos autônomos, como robôs, drones e veículos autônomos, utilizam Inteligência Artificial para automatizar funções antes exercidas por humanos. Sua automação vai além da oferecida por modelos rígidos de programação e explora IA para entregar comportamentos avançados capazes de interagir mais naturalmente com seu entorno e com pessoas.

“À medida que objetos autônomos se proliferam, esperamos uma mudança de coisas inteligentes autônomas para um enxame de coisas inteligentes colaborativas, com múltiplos dispositivos trabalhando juntos, independentemente das pessoas ou da contribuição humana”, diz Cearley. “Por exemplo, se um drone examinasse um grande campo e descobrisse que o local estava pronto para a colheita, ele poderia enviar uma ‘colheitadeira autônoma’. Ou no mercado de entregas, a solução mais eficaz seria usar um veículo autônomo para mover pacotes para a área de destino. Robôs e drones a bordo do veículo poderiam garantir a entrega do pacote ao destino final”.

Augmented Analytics (Analytics Aumentado) – Augmented Analytics foca em uma área específica de inteligência aumentada, utilizando o Aprendizado de Máquina (ML) para transformar o modo como o conteúdo de Analytics é desenvolvido, consumido e compartilhado. Os recursos de Augmented Analytics vão avançar rapidamente para a adoção principal, como um recurso fundamental da preparação de dados, gerenciamento de dados, Analytics modernos, gerenciamento de processos de negócios, processos de extração e plataformas de Data Science. Insights automatizados de Augmented Analytics serão também incorporados a aplicativos corporativos – por exemplo, os departamentos de RH, finanças, vendas, marketing, atendimento a consumidores, área de compras e departamentos de gerenciamento de ativos – para otimizar as decisões e ações de todos os colaboradores dentro de seus contextos, não apenas Analytics e Data Science. Augmented Analytics automatizam os processos de preparação de dados, de geração e visualização de insights, eliminando a necessidade de cientistas de dados em muitas situações.

“Isso irá conduzir para o Citizen Data Science, um conjunto emergente de recursos e práticas que permite a usuários, com tarefas fora do campo das estatísticas e análises, extrair insights preditivos e prescritivos dos dados”, afirma Cearley. “Até 2020, o número de Citizen Data Scientists irá crescer cinco vezes mais rápido que o número de cientistas especializados em dados. Organizações podem usar Citizen Data Scientists para preencher a lacuna de conhecimento em ciência de dados e no aprendizado de máquina, causada pela escassez e pelo alto custo de cientistas de dados”.

Desenvolvimento orientado por Inteligência Artificial – O mercado está mudando rapidamente de uma abordagem na qual os cientistas de dados precisam se associar com desenvolvedores de aplicativos para criar soluções aprimoradas por Inteligência Artificial para um modelo no qual desenvolvedores podem criar  sozinhos utilizando padrões pré-definidos entregues como um serviço. Isso proporciona aos desenvolvedores um ecossistema de algoritmos e de modelos de Inteligência Artificial, bem como ferramentas de desenvolvimento adaptadas para integrar recursos de Inteligência Artificial a uma solução. Outro nível de oportunidade para o desenvolvimento de aplicativos profissionais surge à medida que a Inteligência Artificial é aplicada ao próprio processo de desenvolvimento para automatizar diversas funções de Data Science, desenvolvimento de aplicativos e funções de teste. Em 2022, pelo menos 40% dos novos projetos de desenvolvimento de aplicativos terão co-desenvolvedores de Inteligência Artificial em suas equipes.

“Finalmente, ambientes de desenvolvimento altamente avançados e baseados em Inteligência Artificial que automatizam aspectos funcionais e não funcionais de aplicativos darão origem a uma nova era do ‘Citizen Application Developer’ na qual profissionais não especializados serão capazes de usar ferramentas orientadas por inteligência artificial para gerar novas soluções automaticamente. Ferramentas que permitem a geração de aplicativos sem codificação (por não-profissionais) não são novidade, mas esperamos que sistemas com inteligência artificial ofereçam um novo nível de flexibilidade”, explica Cearley.

Digital Twins – Um Digital Twin (Gêmeo Digital) refere-se à representação digital de uma entidade ou sistema do mundo real. Até 2020, o Gartner estima que haverá mais de 20 bilhões de sensores e endpoints conectados e os Digital Twins existirão potencialmente para bilhões de coisas. As organizações irão implementar Digital Twins facilmente no início. Ao longo do tempo, irão evoluir suas capacidades de coletar e visualizar os dados corretos, aplicando Analytics e regras corretas, respondendo efetivamente aos objetivos dos negócios.

“Um aspecto da evolução do Digital Twin que vai além de IoT (Internet das Coisas) será empresas implementando Digital Twin de suas próprias organizações (DTOs). Um DTO é um modelo de software dinâmico que se baseia em dados operacionais ou outros para entender como uma organização operacionaliza seu modelo de negócios, conecta com seu estado atual, implementa recursos e responde a mudanças para entregar o valor esperado pelos consumidores”, afirma Cearley. “Os DTOs ajudam a impulsionar a eficiência dos negócios, assim como criar processos mais flexíveis, dinâmicos e responsivos que podem reagir a mudanças de condições automaticamente”.

Empowered Edge – Edge refere-se a dispositivos endpoints usados por pessoas ou incorporados ao mundo ao nosso redor. Edge Computing descreve uma topologia de computação na qual o processamento de informações e a coleta e entrega de conteúdos são colocados mais próximos desses endpoints. Tenta manter o tráfego e o processamento local, com o objetivo de reduzir tráfego e latência.

No curto prazo, Edge está sendo impulsionado pela Internet das Coisas com a necessidade de manter o processamento perto do final e não em um servidor de Nuvem centralizado. No entanto, em vez de criar uma nova arquitetura, a computação em Nuvem e Edge Computing evoluirão como modelos complementares, com serviços Cloud sendo gerenciados como um serviço centralizado, executando não apenas em servidores centralizados, mas em servidores on-premises e nos próprios dispositivos Edge.

Nos próximos cinco anos, chips especializados com Inteligência Artificial, juntamente com maior poder de processamento, armazenamento e outras funcionalidades avançadas, serão adicionados a uma gama mais ampla de dispositivos Edge.  A extrema heterogeneidade desse mundo IoT integrado e o longo ciclo de vida de ativos, como sistemas industriais, criarão mudanças significativas no gerenciamento. No longo prazo, à medida que o 5G amadurece, a expansão do ambiente de Edge Computing terá uma comunicação mais robusta de volta aos serviços centralizados. O 5G proporciona baixa latência, maior banda larga e (muito importante para Edge) um dramático crescimento no número de nós (Edge Endoints) por quilômetro quadrado.

Experiência Imersiva – Plataformas de conversação estão mudando a maneira pela qual pessoas interagem com o mundo digital. Realidade Virtual (VR), Realidade Aumentada (AR) e Realidade Mista (MR) estão mudando a forma com a qual pessoas percebem o ambiente digital. Essa mudança combinada nos modelos de percepção e de interação leva à experiência imersiva do usuário no futuro.

“Ao longo do tempo, passaremos do pensamento de dispositivos individuais e tecnologias de interface do usuário fragmentada (UI) para uma experiência multicanal e multimodal. A experiência multimodal conectará pessoas com o mundo digital por meio de centenas de dispositivos Edge que os cercam, incluindo dispositivos de computação tradicionais, wearables, automóveis, sensores de ambiente e aparelhos de consumo”, explica Cearley. “A experiência multicanal utilizará todos os sentidos humanos, bem como sentidos de computação avançada (como calor, umidade e radar) em todos esses dispositivos multimodais.

Esse ambiente múltiplo criará uma atmosfera de experiências nas quais os espaços que nos cercam definem ‘o computador’ em vez dos dispositivos individuais. Com efeito, o ambiente é o computador”.

Blockchain – Blockchain, um tipo de ledger distribuído, promete remodelar as indústrias por permitir confiança, fornecendo transparência e reduzindo conflitos entre os ecossistemas de negócios, potencialmente diminuindo custos e o tempo das transações, além de melhorar o fluxo de caixa. Atualmente, a confiança é depositada nos bancos, câmaras, governos e muitas outras instituições como autoridades centrais, com ‘a única versão da verdade’ mantida de forma segura em suas bases de dados.

O modelo centralizado de confiança adiciona atrasos e conflito de custos (comissões, taxas e valor temporal do dinheiro) para as transações. A tecnologia Blockchain proporciona um modelo de confiança alternativo e elimina a necessidade de autoridades na arbitragem das transações.

“As atuais tecnologias e conceitos de Blockchain são imaturos, mal compreendidos e não comprovados em operações de negócios de missão crítica. Isto é particularmente verdade com os elementos complexos que suportam os cenários mais sofisticados”, afirma Cearley. “Apesar dos desafios, o significativo potencial para disrupção sugere que CIOs (Chief Information Officers) e líderes de TI deveriam começar a avaliar Blockchain, mesmo que não adotem massivamente essas tecnologias nos próximos anos”, diz o analista.

Muitas iniciativas de Blockchain não implementam todos os atributos da tecnologia – por exemplo, uma base de dados altamente distribuída. Essas soluções inspiradas em Blockchain estão posicionadas como meios para atingir eficiência operacional automatizando processos de negócios ou digitalizando registros. Elas têm o potencial para aprimorar o compartilhamento de informações entre entidades conhecidas, assim como melhorar as oportunidades para rastrear ativos físicos e digitais. No entanto, essas abordagens perdem o valor disruptivo do Blockchain e podem aumentar bloqueio do fornecedor. As organizações que escolherem essa opção deveriam entender as limitações para estarem preparadas para se moverem para soluções completas de Blockchain ao longo do tempo e para que os mesmos resultados possam ser obtidos com o uso mais eficiente de tecnologias non-Blockchain existentes.

Espaços inteligentes – Um espaço inteligente é um ambiente físico ou digital no qual humanos e sistemas interagem em ecossistemas cada vez mais abertos, conectados, coordenados e inteligentes. Elementos múltiplos – incluindo pessoas, processos, serviços e coisas – acontecem juntos em um espaço inteligente, criando uma experiência mais imersiva, interativa e automatizada para um conjunto definido de pessoas e cenários da indústria.

“Essa tendência vem aglutinando há algum tempo em torno de elementos como cidades inteligentes, ambientes de trabalho digitais, casas inteligentes e fábricas conectadas. Nós acreditamos que o mercado está entrando em um período de entrega acelerada de espaços inteligentes, robustos e com a tecnologia se tornando uma parte integral de nossas vidas cotidianas, seja para funcionários, clientes, membros da comunidade ou cidadãos”, diz Cearley.

Ética digital e privacidade – A ética digital e a privacidade são uma preocupação crescente para indivíduos, organizações e governos. As pessoas estão cada vez mais preocupadas sobre como suas informações pessoais estão sendo usadas por organizações dos setores púbico e privado, e as reações vão crescer em relação a organizações que não estejam proativamente endereçando essas preocupações.

“Qualquer discussão sobre privacidade precisa ser fundamentada no tópico mais amplo de ética digital e na confiança dos consumidores e colaboradores. Embora privacidade e segurança são componentes fundamentais, a construção da confiança é, na verdade, mais do que apenas esses componentes”, destaca Cearley. “Confiança é a aceitação da verdade de uma declaração sem evidência ou sem investigação. Em última análise, a posição de uma organização sobre privacidade deve ser conduzida por sua posição mais ampla sobre ética e confiança. Mudar da privacidade para ética altera o discurso ‘estamos em conformidade para ‘estamos fazendo a coisa certa’”.

Computação Quântica – A computação quântica (QC) é um tipo de computação não-clássica que opera no estado quântico de partículas subatômicas (exemplo: elétrons e íons) que representam informações como elementos denotados como bits quânticos (qubits). A execução paralela e a escalabilidade exponencial de computadores quânticos significam que eles se sobressaem com problemas muito complexos para uma abordagem tradicional, ou onde os algoritmos tradicionais demorariam muito tempo para encontrar uma solução. Indústrias como a automotiva, financeira, de seguros, farmacêutica e militar, além de organizações de pesquisas, têm mais a ganhar com os avanços da Computação Quântica. Na indústria farmacêutica, por exemplo, Computação Quântica poderia ser usada para modelar interações moleculares em níveis atômicos, para acelerar tempo de lançamento no mercado de novos medicamentos para o tratamento de câncer ou acelerar e prever com mais precisão a interação de proteínas que levam a novas metodologias farmacêuticas.

“CIOs e líderes de TI deveriam começar a planejar Computação Quântica, aumentando o entendimento e como isso pode ser aplicado para os problemas dos negócios do mundo real. Deveriam aprender enquanto a tecnologia ainda está em estado emergente, assim como identificar problemas do mundo real para os quais Computação Quântica tem potencial de resolução, considerando o possível impacto na segurança”, explica Cearley. “Mas não acredite no hype de que isso irá revolucionar coisas nos próximos anos. A maioria das organizações deveria aprender e monitorar Computação Quântica até 2022 e, talvez, explorá-la a partir de 2023 ou 2025”.

Negócios

Ataques a e-mails corporativos somam US$ 12,5 bi em perdas desde 2013

Apesar de se tratar de um ataque relativamente simples, BECs podem render pagamentos altos

A Trend Micro, empresa global de cibersegurança, relatou em seu roundup do primeiro semestre de 2018 que os golpes por ataques a e-mails corporativos (BEC – Business Email Compromise) causaram mais prejuízo do que o estipulado.

Os golpes BEC são bastante diretos, confiando mais na inteligência e engenharia social de código aberto do que no conhecimento técnico de alto nível

A previsão da Trend Micro era a de que as perdas excederiam US$ 9 bilhões este ano, porém um relatório do Federal Bureau of Investigation (FBI) sobre BEC e as ameaças e contas de e-mail (EAC – Email Account Compromise) mostra o quão grave o problema se tornou para as empresas: as perdas globais acumuladas (de outubro de 2013 a maio de 2018) atingiram US$ 12,5 bilhões. O número ainda tende a crescer: os dados da Trend Micro mostram um aumento nos últimos 12 meses.

Os golpes BEC são bastante diretos, confiando mais na inteligência e engenharia social de código aberto do que no conhecimento técnico de alto nível. Em um esquema típico de BEC, um scammer se faz passar por um executivo de alto escalão e engana um funcionário (geralmente alguém ligado ao departamento financeiro) para transferir fundos para a conta do scammer. Os golpes BEC exigem recursos relativamente menores e, ainda assim, podem render pagamentos altos.

Para evitar ameaças baseadas em e-mail, as empresas precisam olhar para além da detecção baseada em arquivo e considerar as tecnologias de reputação de e-mail. Para os golpes BEC em particular, as soluções que utilizam machine learning adicionam uma nova camada de proteção ao analisar, por exemplo, o estilo de escrita de um usuário para identificar se um e-mail é genuíno ou não.

Negócios

Pure Storage apresenta arquitetura do Data Hub

Tecnologia elimina silos de dados para aplicativos avançados de inteligência artificial, análise e nuvem

A Pure Storage, plataforma de armazenamento totalmente flash que ajuda empresas a construírem um mundo com dados, anuncia o lançamento de seu novo data hub, sistema que apresenta a visão da empresa para modernizar a arquitetura de armazenamento de dados não estruturados e cargas de trabalho com uso intensivo de dados. Com base na Pure Storage FlashBladeTM, o hub foi projetado para ser totalmente centralizado em dados e permitir que as organizações utilizem efetivamente suas informações mais importantes.

As principais soluções usadas hoje no mercado foram projetadas para
o mundo do disco e, historicamente, ajudaram a criar silos de dados

Para inovar e sobreviver em um ambiente de negócios cada vez mais orientado a dados, as empresas devem projetar sua infraestrutura com isso em mente, além de ter acesso completo e em tempo real. As principais soluções usadas hoje no mercado foram projetadas para o mundo do disco e, historicamente, ajudaram a criar silos de dados. Um hub de dados é projetado para fornecer, compartilhar e unificar dados para conseguir finalmente desbloquear um valor sem precedentes.

“Os silos de dados são um gargalo universal em todos os setores. As empresas precisam perceber o valor dos dados mesmo quando estão fora de vista, o que é impossível sem uma visão geral e completa. Com um hub de dados, criamos um sistema de armazenamento central, que atende aos requisitos de aplicativos atuais e futuros com uma plataforma moderna e projetada para funcionar em nome dos clientes”, conta o gerente geral de FlashBlade da Pure Storage, Matt Burr.

“Durante décadas, a indústria de armazenamento tem sido lenta. Não conseguiu acompanhar os avanços em redes e computação e se tornou um obstáculo para a inovação. Na era da inteligência artificial (IA) e da análise em tempo real, esses impasses têm o potencial de perturbar as empresas da Fortune 500 em um curto espaço de tempo. É hora de uma mudança de paradigma para o armazenamento – uma nova arquitetura dinâmica, construída e pronta para desafios”, explica o vice-presidente de Programa de Pesquisa de Infraestrutura de Sistemas da IDC, Ritu Jyoti.

A ElementAI, empresa que oferece produtos avançados de IA em escala para empresas, viu em primeira mão a necessidade de uma mudança fundamental nas arquiteturas de armazenamento, buscando as que colocam ênfase na distribuição e entrega de dados e não apenas no armazenamento.

“Para manter o ritmo da inovação, as empresas precisam impulsionar as iniciativas de IA. No entanto, frequentemente são sobrecarregadas com silos de dados legados, em particular os data lakes. Para construir produtos e resultados mais poderosos, os dados precisam ser unificados e entregues, em vez de simplesmente capturados e armazenados. Um hub de dados é a visão de uma nova arquitetura de armazenamento, projetada para essa evolução e construída especificamente para alimentar a próxima geração de produtos de inteligência artificial”, detalha o fundador e CEO da ElementAI, Jean-François Gagne.

“Empresas de todos os setores estão trabalhando para construir seu futuro com a IA. Enquanto a NVIDIA oferece saltos em inovação e desempenho para alimentar a inteligência artificial, os dados são o combustível e a indústria de armazenamento deve manter o ritmo. A arquitetura de hub de dados ajudará os clientes a modernizar sua infraestrutura para maximizar a capacidade de computação necessária para IA.”, conclui o vice-presidente da Deep Learning Systems da NVIDIA, Jim McHugh.

Negócios

Siemens amplia portfólio de gêmeos digitais

Empresa de software de proteção de redes elétricas dos Estados Unidos complementará a família de software para simulação de sistema de energia (PSS®) da Siemens

A Siemens está adquirindo a empresa de software especializado Electrocon International Inc. (EII) para aprimorar de forma exclusiva as simulações de redes elétricas e fortalecer seu portfólio de gêmeos digitais elétricos (Digital Twin). A EII, com sede em Ann Arbor, Michigan, desenvolve e comercializa o software CAPE (Computer-Aided Protection Engineering) que protege sistemas de eletricidade e permite a modelagem detalhada de proteção para análises e simulações de redes. O software CAPE – desenvolvido para sistemas de transmissão e distribuição de energia, industriais e de infraestrutura – ajudará a garantir a operação segura e confiável de redes elétricas do futuro.

Os especialistas da Electrocon International, Inc. farão parte da equipe
de consultoria e software da unidade de negócio Digital Grid da Siemens

O portfólio e os especialistas da EII complementarão a família de software para simulação de sistema de energia (PSS®) da Siemens, ajudando a descobrir com mais precisão as condições de possível operação incorreta dos dispositivos de proteção e identificando falhas de energia que podem ser evitadas. Esta capacidade será uma característica fundamental para integrar recursos de energia renovável distribuída de forma eficiente e garantir a operação confiável e eficiente da rede.

A inclusão do software da Electrocon ao conjunto atual de ferramentas da Siemens para o planejamento de simulação de rede fortalecerá ainda mais o uso de gêmeos digitais elétricos da empresa. Os gêmeos digitais são uma representação digital da rede e dos principais ativos nela existentes, facilitando a simulação de todos os aspectos técnicos e econômicos relevantes para o planejamento, a operação e a manutenção do sistema elétrico com segurança e eficiência.

“A crescente eletrificação nos setores como e-mobilidade, edifícios, indústrias e a importância cada vez maior de fontes renováveis e armazenamento de energia requer dados de alta qualidade e softwares robustos e eficientes de gestão. Esta aquisição fortalece nosso portfólio líder na área de software operacional para infraestrutura inteligente e gêmeo digital elétrico”, diz Thomas Zimmermann, CEO da unidade de negócio Digital Grid da Siemens.

O software CAPE oferece a maior e mais completa biblioteca de modelos de relés disponíveis. Com modelos mais detalhados e precisos, os engenheiros de proteção podem estudar as condições da rede em situações reais, realizar análises abrangentes, prever o desempenho do sistema de proteção, além de contar com várias outras funções. A EII fornece suporte técnico contínuo e serviços relacionados ao software CAPE a clientes do mundo inteiro, que incluem concessionárias de energia e empresas de engenharia de todos os portes.

Paul McGuire, Presidente da Electrocon International, Inc., diz: “Esta é uma combinação perfeita que reúne o nosso conhecimento exclusivo e relacionamento duradouro com o valor aprimorado ao cliente, fornecendo recursos inigualáveis no mercado.”

Hoje, com uma biblioteca superior com cerca de 6 mil modelos de relés de diversos fabricantes gerenciada por um verdadeiro sistema de banco de dados, é comum verificar modelos de rede utilizando o CAPE com 2 mil até mais de 30 mil barramentos e modelos de sistemas de proteção de 5 mil a 50 mil relés. Os produtos e os serviços relacionados alcançaram grande sucesso, com mais de 200 clientes em 51 países, principalmente nos Estados Unidos, na América Latina e Europa. O CAPE será uma extensão do portfólio PSS® da Siemens, que é utilizado por mais de 1.000 clientes em mais de 140 países. Os especialistas da Electrocon International, Inc. farão parte da equipe de consultoria e software da unidade de negócio Digital Grid da Siemens.

A aquisição deve ser concluída em outubro de 2018. As duas empresas concordaram em não divulgar os detalhes financeiros da transação.

Negócios

Para 81% das empresas, IoT permeará negócios em 3 anos

Pesquisa da Logicalis aponta que nível de adoção (já adotado ou em processo) de IoT na América Latina é de 32%, e outras 18% de empresas afirmam que iniciarão os projetos nos próximos 12 meses

 

Em três anos, tecnologias de Internet das Coisas serão muito importante para os negócios corporativos. Segundo aponta pesquisa da Logicalis, 40% dos executivos brasileiros compartilham dessa opinião e classificam como de alta ou muito alta importância para seus negócios.

Inteligência artificial, plataformas, sensores e
d
ispositivos são os temas que ainda requerem
maior capacitação para desenvolvimento
do tema pelas organizações

Está é a terceira versão do estudo, feito em parceria com a consultoria Stratica. Diferentemente das edições anteriores, em que a área de inovação liderava as iniciativas de IoT, em 2018, 68% dos projetos estão sob responsabilidade da área de TI, aponta o levantamento.

O nível de adoção (já adotado ou em processo) de IoT na América Latina é de 32%, e outras 18% de empresas afirmam que iniciarão os projetos nos próximos 12 meses. Além disso, o estudo aponta que os benefícios percebidos com os projetos de IoT se equilibram entre eficiência operacional, produtividade, inovação e melhoria na experiência do cliente.

“Há três anos, os executivos conheciam muito pouco sobre IoT. Passada a curiosidade e a euforia iniciais, projetos interessantes começam a ser implementados em diversos segmentos de negócio com a seriedade e robustez que o tema demanda. E, ao expandir o estudo para América Latina, percebemos que não há um país que se destaque de maneira isolada. A revolução é global e mostra seus reflexos de maneira clara na região”, afirma Yassuki Takano, diretor de consultoria da Logicalis.

Para 40% dos respondentes brasileiros, IoT é uma tecnologia de alta ou muito alta importância para seus negócios – número um pouco maior do que os 39% de 2017 e 27% de 2016. Além disso, os executivos que consideram que essa tecnologia será fundamental para os negócios nos próximos 3 a 5 anos cresceu quase 20 pontos percentuais desde a primeira edição da pesquisa, em 2016, subindo de 62% para 81%.

Os países latino americanos parecem um pouco mais conservadores: 37% dos participantes ainda veem IoT como pouco relevante para suas empresas, embora 57% acreditem que ela terá importância alta ou muito alta em um horizonte de 3 a 5 anos.

Atualmente, 17% dos brasileiros já adotam a tecnologia, e 38% estão em processo de adoção. O resultado é similar à edição anterior, que registrou 18% e 40%, respectivamente. A situação nos demais países da América Latina também é semelhante: 16% já têm projetos de IoT e 34% planejam ter uma solução em operação no próximo ano. O destaque é o Chile, onde 27% dos respondentes já possuem iniciativas e outros 23% devem lançar novos projetos até o final de 2019.

Benefícios

A eficiência operacional (18%) continua sendo o principal benefício buscado pelas empresas brasileiras, seguida por aumento de produtividade e agilidade (17%) e inovação (16%), sendo a melhoria na experiência do cliente uma consequência dos projetos. Na América Latina, diferentemente do Brasil, a maioria dos projetos tem como principal benefício a inovação (20%), seguida por melhoria da experiência do cliente (15%).

Ao avaliar os benefícios da internet das coisas por setor, a pesquisa deixa claro que as empresas, de modo geral, têm investido na tecnologia para resolver questões estratégicas e ligadas ao core business. Em manufatura, o principal deles é a eficiência operacional (21%); produtividade/agilidade é o ponto central para o agronegócio (20%) e melhorar a experiência do cliente é destaque no varejo (21%).

Desafios

Orçamentos para projetos de IoT ainda parecem ser um tabu nas empresas e a maior parte dos participantes preferiu não falar sobre o tema. Entre os respondentes, no entanto, o cenário é bem otimista. Dos 45% que revelaram os investimentos, 52% têm um orçamento para IoT pela primeira vez e 22% tem um montante maior neste ano. No âmbito da América Latina, pouco mais de 43% falaram sobre o tema, e 52% deles têm um budget maior em 2018.

Não por acaso, a questão financeira lidera a lista das principais barreiras para que os projetos de IoT deslanchem (26%). Em seguida, a cultura organizacional (12%), a falta de conhecimento sobre IoT (9%), a ausência de fornecedores especializados (6%), a infraestrutura de telecomunicações (5%), a baixa qualificação das áreas de TI (4%) e a falta de mão de obra capacitada (3%) aparecem na lista das dificuldades para o avanço da internet das coisas nas empresas. Tudo isso, cria um cenário de incertezas e dificuldades técnicas para as empresas que vislumbram os benefícios conferidos pela internet das coisas.